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Show de banda americana sacode Havana até de manhã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de cubanos se apertaram na avenida da praia de Havana (o Malecón) para prestigiar o primeiro grande concerto de rock de uma banda americana na ilha caribenha comunista. O grupo Audioslave – formado por ex-integrantes do Rage Against the Machine – recebeu uma permissão rara de ambos os governos cubano e americano para se apresentar na ilha. O som do grupo, uma mistura de rock e grunge, sacudiu os cubanos da sexta-feira à noite até o sábado de manhã. A platéia nem parecia que vive em uma ilha controlada rigorosamente: barulho, latas de cerveja no chão e até sendo jogadas no restante da platéia. Os fãs de rock em Cuba há anos reclamam que deixam de ouvir o rock americano na ilha simplesmente por motivos políticos. Eles parecem ter desejado, neste show, recuperar o tempo perdido. O show só pôde acontecer com a permissão das autoridades americanas e cubanas, num aparente acordo estratégico para deixar a política de fora. A banda se apresentou numa praça da "região Anti-Imperialista" - como o Malecón é conhecido, devido ao grande número de protestos que acontecem no local contra os EUA. Para se ter uma idéia, havia ali um pôster nazista pregado, chamando os Estados Unidos de facista. O pôster foi retirado da praça dias atrás. Apesar de poucas pessoas em Cuba acreditarem que performances como a do Audioslave aproximarão os dois inimigos ideológicos, a esperança aqui é de que mais grupos de rock americanos passem a saber que tocar em Cuba não é impossível. |
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