|
Comissão de Direitos Humanos da ONU condena Cuba | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Comissão de Direitos Humanos da ONU aprovou uma moção condenando Cuba. A resolução, que recebeu apoio de 21 países dos 43 representados, pede que o governo cubano permita a visita de um relator da Comissão para investigar a situação dos direitos humanos no país. O Brasil foi um dos 15 países que se abstiveram na votação. Houve sete votos contrários. O diplomata americano Kevin Mooley, que apresentou a resolução no encontro da Comissão em Genebra, disse à BBC que o resultado mostrava que o governo do presidente George W. Bush estava se empenhando energicamente na defesa da democracia. O governo cubano respondeu criticando a medida como "ilegítima" apresentando a sua própria resolução contra os Estados Unidos. O texto pede que os Estados Unidos colaborem com a Comissão de Direitos Humanos da ONU na investigação sobre a situação de centenas de prisioneiros mantidos na base de Guantánamo, em Cuba. A votação dessa resolução só deverá ocorrer na próxima semana. Entre os países latino-americanos que votaram a favor da resolução condenando Cuba, estavam México, Guatemala, Honduras e Costa Rica. Além do Brasil, Argentina, República Dominicana, Equador, Paraguai e Peru se abstiveram. Como já fez outras vezes, Havana vai negar o acesso de um relator da Comissão ao país. "É uma resolução ilegítima e é ilegítimo também o mandato outorgado à representante da Alta Comissariada, portanto (Cuba) não vai permitir que venha a Cuba nem cooperará com o seu relatório", afirmou o ministro das Relações Exteriores cubano, Felipe Pérez Roque. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||