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Atualizado às: 07 de abril, 2005 - 23h32 GMT (20h32 Brasília)
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Comissão de DH mina credibilidade da ONU, diz Annan
Kofi Annan
Annan quer criar um conselho menor e mais operante
O secretário da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, disse que a atual Comissão de Direitos Humanos da instituição fracassou em seu objetivo e defendeu reformas profundas no órgão.

Falando em Genebra, ele disse que a Comissão está prejudicando a credibilidade de toda a ONU.

Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que as nações integrantes da Comissão estão mais preocupadas com a proteção de seus interesses individuais do que com a defesa dos direitos humanos no mundo.

Membros atuais incluem Sudão, Zimbábue, China, Rússia e Arábia Saudita, todas elas nações acusadas de abusos de direitos humanos.

Necessário

“Chegamos a um ponto em que a credibilidade cada vez menor da Comissão vem manchando a reputação do sistema da ONU”, disse Annan, no encontro anual de seis semanas da Comissão, em Genebra.

“A menos que reformemos nossas ferramentas de direitos humanos, corremos o risco de não renovar a confiança do público na ONU como um todo.”

Como parte do seu sistema de reformas, Annan quer criar uma Comissão menor, cujos membros buscarão alcançar padrões mais altos de direitos humanos.

Ele disse que um novo Conselho é necessário para prevenir que catástrofes humanas aconteçam no mundo.

Líbia

Annan disse que a Comissão precisa assumir maior responsabilidade pelas suas ações e ser mais representativo, para se tornar mais eficiente.

“O principal órgão intergovernamental responsável por direitos humanos deve ter status, autoridade e capacidade.”

A Comissão foi lançada em 1946 para a promoção dos direitos humanos no mundo e conta com 53 membros.

A Líbia chefiou a Comissão em 2003, apesar da oposição americana e de grupos de defesa dos direitos humanos.

Dificuldades

No ano passado, Annan havia dito que o conflito na província sudanesa de Darfur apresenta preocupantes semelhanças com o genocídio de Ruanda.

Na época, a Comissão tinha provas concretas de que atrocidades estavam sendo cometidas com o aval e ajuda do governo sudanês, mas não foi aprovada nenhuma resolução condenando o país.

Pelo contrário, o Sudão foi eleito para a comissão por mais um ano.

Existe a expectativa de resolução para este ano, mas entre os países que a aprovariam, estão o próprio Sudão e o Zimbábue, que também enfrenta acusações de violações de direitos humanos.

Ativistas também querem que a Comissão condene os Estados Unidos pelo tratamento dos prisioneiros no Iraque, no Afeganistão e na Baía de Guantánamo, em Cuba.

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