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Milhares protestam no Sudão contra resolução da ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhares de pessoas realizaram uma passeata na capital do Sudão, Cartum, nesta terça-feira, para protestar contra uma resolução adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU), na semana passada. A decisão prevê o encaminhamento de suspeitos de crimes de guerra do país para o Tribunal Penal Internacional em Haia, na Holanda. Jornais e emissoras de rádio pediram que a população sudanesa participasse da manifestação, apoiada pelo governo do país. Nesta terça-feira, a ONU entregou ao tribunal documentos que listam as acusações por crimes de guerra. Recusa O tribunal também deve receber uma lista de 51 pessoas acusadas de envolvimento em casos de assassinato, tortura e estupro em Darfur. Acredita-se que a lista inclua membros do governo do Sudão, além de militares, milicianos e líderes rebeldes. O país tem se recusado a entregar seus cidadãos. A ONU diz que o Sudão forneceu armas a milícias árabes conhecidas como Janjaweed para que elas lutassem contra os rebeldes. O Sudão admite ter fornecido armas a algumas milícias para combater a rebelião, mas nega qualquer vínculo com os Janjaweed, a quem chama de "foras-da-lei". O Sudão prendeu e condenou um pequeno número de integrantes dos Janjaweed por crimes em Darfur, mas não fez avanços significativos para desarmar as milícias árabes, como determinam as resoluções do Conselho de Segurança. Esta é a primeira vez que um caso foi iniciado no Tribunal Internacional a pedido do Conselho de Segurança da ONU. |
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