|
Sudão prende primeiros acusados de crimes em Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades do Sudão dizem ter prendido integrantes das forças de segurança acusados de assassinato, estupro e queima de vilarejos na região de Darfur. O ministro da Justiça do Sudão, Ali Mohamed Osman Yassin, disse que 15 homens serão levados a julgamento. "Eles são militares, do Exército, de Segurança, acusados de diferentes crimes incluindo estupro, assassinato, incêndio e diferentes tipos de atrocidades", disse Yassin. Esta é a primeira vez que integrantes das forças de segurança do Sudão foram presos por atrocidades cometidas em Darfur. O Conselho de Segurança da ONU deve votar na quarta-feira a proposta de levar os acusados de crimes de guerra em Darfur a julgamento pelo Tribunal Penal Internacional em Haia. O Sudão rejeita que o julgamento de qualquer cidadão por um tribunal fora do país, dizendo que seus sistema judicial é competente para julgar os acusados de crime. Janjaweed Dezenas de milhares de pessoas foram mortas em uma rebelião que assolou a região de Darfur por mais de dois anos. A ONU diz que o Sudão forneceu armas a milícias árabes conhecidas como Janjaweed para que elas lutassem contra os rebeldes. Os Janjaweed são acusados de estupro generalizado, assassinatos e saques por refugiados. O Sudão admite ter fornecido armas a algumas milícias para combater a rebelião, mas nega qualquer vínculo com os Janjaweed, a quem chama de foras da lei. O Sudão prendeu e condenou um pequeno número de integrantes dos Janjaweed por crimes em Darfur, mas não fez avanços significativos para desarmar as milícias árabes, como determinam as resoluções do Conselho de Segurança. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||