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Sem Darfur acordo no Sudão não dura, diz enviado da ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O enviado especial da ONU para o Sudão, Jan Pronk, disse que um acordo de paz no norte do país não é sustentável sem uma solução para o conflito em Darfur, no oeste sudanês. Segundo Pronk, a contínua violência na região põe em risco o acordo assinado entre o governo do Sudão e os rebeldes do sul para pôr fim a 20 anos de guerra civil. Pronk fez a declaração depois de ter defendido no Conselho de Segurança a necessidade de uma missão de paz no país para manter o acordo assinado entre o sul e o norte no mês passado. O enviado da ONU disse ainda que as milícias sudanesas continuam com o que descreveu como ataques sistemáticos contra vilarejos e citou relatos do uso de bombas. O governo, porém, disse que os responsáveis estavam desobedecendo ordens. Mais de 70 mil pessoas morreram e dois milhões de outras foram forçadas a abandonar suas casas em Darfur desde fevereiro de 2003. Conselho dividido O Conselho de Segurança está dividido em relação a que estratégia adotar para pressionar o governo do Sudão a acabar com o conflito em Darfur. A ONU recomendou nesta semana que os crimes cometidos por forças oficiais e rebeldes sejam remetidos ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia Os Estados Unidos, no entanto, não reconhecem a autoridade do TPI e defendem a instituição de um tribunal específico para o Sudão. Washington também quer a imposição de sanções internacionais contra o governo de Khartoum, mas a China e a Rússia, que também são membros permanentes do Conselho, são contra as medidas. Também há divergências sobre como qualificar o que está ocorrendo em Darfur. No relatório divulgado nesta semana, a ONU disse que não há uma política genocida por parte do governo, embora tenha dito que muitos ataques possam ser considerado crimes contra a humanidade. O Conselho voltará a discutir a crise no Sudão na próxima terça-feira, quando vão ouvir os argumentos do vice-presidente do país, Ali Osman Mohammed, e o líder dos rebeldes do sul, John Garang. |
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