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Atualizado às: 17 de março, 2005 - 00h32 GMT (21h32 Brasília)
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Ameaçados, funcionários da ONU deixam Darfur
Janjaweed
Milicianos já atacaram comboios humanitários de suprimentos
Os funcionários estrangeiros das Nações Unidas (ONU) na região de Darfur, no oeste do Sudão, estão se retirando da área por causa de ameaças feitas por milícias pró-governo.

O enviado da ONU ao Sudão, Jan Pronk, disse à BBC que as ameaças começaram porque as autoridades em Darfur estavam tentando desarmar a milícia Janjaweed, que é acusada de matar e estuprar moradores locais e de forçar dois milhões de pessoas a deixarem suas casas.

O governo sudanês nega ligações com a milícia Janjaweed, mas admite ter armado alguns milicianos.

Cerca de 30 funcionários estrangeiros foram retirados da capital do Estado de Darfur Oriental, El Geneina.

Comboios saqueados

A decisão da ONU é tomada poucas semanas depois que a organização humanitária Oxfam advertiu que a comunidade internacional não está tomando medidas suficientes para melhorar a situação de segurança em Darfur.

Pronk afirmou que, além das ameaças aos funcionários, comboios levando ajuda humanitária já foram saqueados.

A ONU está discutindo com as autoridades em Darfur como resolver a situação e também tenta contatar os milicianos.

Segundo Pronk, a situação em geral está melhorando em Darfur como um todo, mas algumas áreas são tão críticas que operações humanitárias tiveram que ser suspensas.

"O governo de Darfur Oriental finalmente começou a agir e disse que estes milicianos deveriam devolver as armas ao governo que eles receberam há muito tempo", afirmou o enviado da ONU ao Sudão.

A maioria dos 2 milhões de desabrigados de Darfur vive em acampamentos de refugiados.

Nos últimos 18 meses, a ONU estima que pelo menos 180 mil pessoas morreram em Darfur vítimas de doenças e desnutrição.

Não se sabe quantas pessoas morreram em incidentes violentos em dois anos de conflito.

Um relatório da ONU divulgado em meados deste ano concluiu que embora a matança em Darfur não chegue a se caracterizar como genocídio, assassinatos, tortura, desaparecimentos e violência sexual eram realizados de maneira sistemática e generalizada e podem ser considerados crimes contra a humanidade.

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