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Atualizado às: 27 de janeiro, 2005 - 16h46 GMT (14h46 Brasília)
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Pelo menos 100 morrem em ataque aéreo em Darfur
soldado da União Africana
A União Africana fiscaliza a manutenção do cessar-fogo
Cerca de cem pessoas foram mortas em um ataque aéreo em um vilarejo na região de Darfur, no Sudão, segundo as tropas da União Africana que estão monitorando o cessar-fogo na área.

A Força Aérea sudanesa foi acusada pelas agências de ajuda humanitária de ter bombardeado vilarejos, violando o acordo.

Um funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) dissera mais cedo que o vilarejo de Hamada, no norte de Darfur, foi "completamente arrasado".

Segundo estimativas, cerca de 70 mil pessoas morreram e mais de 1,5 milhão fugiram de suas casas por causa do conflito de dois anos.

Milícias

O porta-voz da União Africana, Adam Thiam, disse que, de acordo com fiscais na área, ocorreu um ataque na noite de quarta-feira, indicando fortemente que o bombardeio foi executado por aviões governamentais.

O bombardeio ocorreu na fronteira entre Darfur Norte e Sul, onde o governo acusa os rebeldes de preparar os ataques recentes. Acredita-se que tenha sido perto do vilarejo de Shangil Tobaya, 65km ao sul de El-Fasher.

Os Estados Unidos e grupos de defesa dos direitos humanos acusam o governo do Sudão de apoiar milícias árabes que cometeram atrocidades, como assassinato sistemático e estupro em massa contra grupos negros africanos de Darfur.

O governo do Sudão nega apoiar as milícias Janjaweed e acusa os rebeldes de terem iniciado o conflito.

"Os aviões estavam voando bem baixo ao sul de El-Fasher e, então, explosões foram ouvidas vindas daquela direção", disse o funcionário de uma agência humanitária à agência de notícias Reuters.

"É uma grande violação do cessar-fogo", disse Jean Baptiste Natama, graduado funcionário da União Africana no Sudão.

A União Africana tem cerca de 1,4 mil soldados, observadores e monitores militares em Darfur, tentando fazer com que os dois lados respeitem o cessar-fogo assinado em abril passado.

A ONU disse que cerca de 9 mil pessoas fugiram de suas casas depois que o vilarejo de Hamada, perto dessa área, foi destruído.

Lista

Os Estados Unidos querem que seja estabelecido um tribunal especial para julgar aqueles responsáveis por crimes de guerra em Darfur, segundo autoridades.

Os Estados Unidos se opõem veementemente ao Tribunal Penal Internacional que os governos europeus querem que seja usado para os julgamentos de Darfur.

Uma investigação da ONU para verificar se houve genocídio em Darfur foi concluída e deverá ser divulgada na próxima semana.

O documento poderá incluir uma lista fechada daqueles acusados de crimes de guerra.

Os Estados Unidos disseram que genocídio estava sendo cometido e começaram a fazer lobby por uma resolução da ONU que inclua a ameaça de sanções contra o Sudão.

Tentativas anteriores de ameçar o Sudão com sanções foram bloqueadas pela China, que tem interesses de petróleo no Sudão, e pela Rússia, que é acusada de vender armas ao governo, segundo a ONG HUman Rights Watch.

Dois grupos rebeldes se armaram em 2003, acusando o governo árabe de negligenciar a região de Darfur.

Desde então, os rebeldes se dividiram em quatro facções e as negociações de paz com o governo tiveram poucos avanços.

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