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Governo do Sudão diz aceitar cessar-fogo em Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Sudão concordou em suspender operações militares em Darfur imediatamente, segundo o ministro do Exterior Mustafa Osman Ismail. Ele disse ter dado ordens para que as tropas sudanesas atirem apenas se estiverem sob ataque. O ministro acrescentou, no entanto, que não há chance de que as forças do governo abandonem posições que estavam antes sob controle dos rebeldes. O anúncio do cessar-fogo foi feito após um encontro neste domingo entre o governo sudanês e representantes de vários países na capital Khartoum. Apesar das declarações do ministro sudanês, representantes da União Africana continuam tentando verificar se o compromisso está sendo cumprido. A desconfiança da comunidade internacional tem um motivo recente. O Exército do Sudão ignorou o prazo, que terminava no sábado, para o fim das hostilidades na região de Darfur, segundo representantes da União Africana. O porta-voz da organização, Assane Ba, disse à BBC que os militares do país continuam em combate aberto contra os rebeldes no sul de Darfur. A UA e representantes ocidentais já tinham ameaçado abandonar as negociações de paz na capital da Nigéria, Abuja, caso o governo sudanês não respeitasse o prazo – que expirou às 17h00 de sábado (15h00 em Brasília). O governo do Sudão, no entanto, afirmou que as operações que continuaram em Darfur tinham o objetivo de desbloquear estradas para facilitar a passagem de comboios de agências humanitárias. |
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