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Governo e rebeldes selam a paz no sul do Sudão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Sudão e rebeldes do sul do país assinaram neste domingo um acordo de paz com o objetivo de pôr fim a mais longa guerra civil em andamento no continente africano. O presidente sul-africano Thabo Mbeki e o secretário de Estado americano Colin Powell foram alguns dos participantes da cerimônia de assinatura do acordo realizada na capital do Quênia, Nairobi. A guerra civil envolvendo governo, muçulmanos do norte e cristãos e animistas do sul do Sudão teve início há quase 30 anos, e já matou cerca de um milhão e meio de pessoas. O acordo de paz não inclui, no entanto, a região de Darfur. Recentemente, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, lançou um alerta para o aumento de violência na região. Estímulo Na véspera da assinatura do acordo, Colin Powell disse que o fim da violência no sul era um estímulo a busca de soluções para a crise em Darfur. O sul do Sudão vem sendo palco de uma guerra civil contínua desde 1956, exceto no período de 11 anos entre 1972 e 1983. As negociações de paz tiveram início em 2002. A partir de julho, o sul do país passará a ser autônomo durante um período de seis anos. Depois, vai ser realizado um plesbicito para saber se a população prefere continuar parte do Sudão ou optar pela independência. A produção de petróleo do país – no momento em torno de 320 mil barris por dia – será dividida entre o norte e o sul. A assinatura do acordo de paz segue ao acordo de cessar-fogo assinado na véspera do ano novo. |
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