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União Africana suspende vôos sobre Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Africana suspendeu temporariamente todos os vôos de reconhecimento em Darfur, oeste do Sudão, após um de seus helicópteros ter sido atacado. O helicóptero foi alvo de disparos no domingo, quando levava observadores que verificavam se o cessar-fogo vinha sendo cumprido na região. Milhares de civis tiveram de deixar suas casas em razão de uma ofensiva do governo nas últimas duas semanas. Após negociações de emergência com enviados internacionais, o Sudão anunciou que suspenderia suas operações em Darfur. Investigação O helicóptero foi perfurado por tiros. A União Africana disse que vai investigar o que aconteceu, mas que no momento não é capaz de dizer se os combates foram interrompidos ou não. Após anunciar o fim da ofensiva, o chanceler sudanês, Mustafa Osman Ismail, disse que os soldados apenas vão retaliar se forem atacados primeiro. Ele descartou, porém, a hipótese de retirada de tropas do governo de posições rebeldes conquistadas recentemente. No domingo, um porta-voz da União Africana disse que estava claro que os conflitos continuavam ao sul de Darfur, embora não fosse possível identificar quem estava disparando. "Um de nossos helicópteros foi baleado. Eles estão atirando em nossos helicópteros. Isso mostra que o cessar-fogo não está sendo observado. Eles não obedeceram. Eles não pararam de combater", declarou o porta-voz Assane Ba. Segundo representantes da União AfricanaO Exército do Sudão ignorou o prazo, que terminava no sábado, para o fim das hostilidades na região de Darfur. A UA e representantes ocidentais já tinham ameaçado abandonar as negociações de paz na capital da Nigéria, Abuja, caso o governo sudanês não respeitasse o prazo – que expirou às 17h00 de sábado (15h00 em Brasília). O governo do Sudão, no entanto, afirmou que as operações que continuaram em Darfur tinham o objetivo de desbloquear estradas para facilitar a passagem de comboios de agências humanitárias. |
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