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Atualizado às: 19 de dezembro, 2004 - 05h05 GMT (03h05 Brasília)
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'Exército do Sudão ignorou prazo', diz União Africana
Refugiados em Darfur
A ONU considera Darfur a pior crise humana do momento
O Exército do Sudão ignorou o prazo para o fim das hostilidades na região de Darfur, segundo representantes da União Africana (UA).

O porta-voz da organização, Assane Ba, disse à BBC que os militares do país continuam em combate aberto contra os rebeldes no sul de Darfur.

A UA e representantes ocidentais já tinham ameaçado abandonar as negociações de paz na capital da Nigéria, Abuja, caso o governo sudanês não respeitasse o prazo – que expirou às 17h00 de sábado (15h00 em Brasília).

O governo do Sudão, no entanto, afirmou que as operações têm o objetivo de desbloquear as estradas para facilitar a passagem das agências humanitárias.

Uma nota da delegação sudanesa em Abuja diz que o governo do Sudão suspendeu as suas operações militares e determinou a retirada das tropas de posições que vinham ocupando.

Mais violência

No entanto, segundo a correspondente da BBC na Nigéria, Anna Borzello, essas afirmações ainda não foram confirmadas.

Nas últimas duas semanas, os confrontos no Sudão se agravaram depois que as tropas do governo se aproximaram de áreas controladas pelos rebeldes.

Na terça-feira, os rebeldes abandonaram as negociações de paz em protesto contra a ofensiva sudanesa.

Na sexta-feira, a comissão mista da UA que supervisiona o processo de paz exigiu que os dois lados suspendessem as hostilidades imediatamente, já que elas violariam um cessar-fogo assinado em abril.

No entanto, o porta-voz da UA afirmou à BBC que os observadores da organização em Darfur disseram que "muitos dos soldados continuavam na ofensiva no fim do sábado".

"Helicópteros estão disparando nos arredores de Labado, enquanto os saques ainda continuam", afirmou Ba.

O porta-voz disse ainda que os mediadores em Abuja vão discutir neste domingo que medida tomarão sobre os relatos de que os combates continuam.

Ele acrescentou que qualquer violação do cessar-fogo vai ser comunicada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Conselho de Segurança da ONU já aprovou duas resoluções pedindo que o governo do Sudão desarme as milícias árabes.

Mas organizações de ajuda humanitária e grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que elas não conseguiram dar um fim à violência.

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