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Atualizado às: 17 de maio, 2005 - 20h57 GMT (17h57 Brasília)
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EUA prendem exilado que causou protesto em Cuba

O ex-agente da CIA Luis Posada Carriles
Governo dos EUA diz que está analisando o caso de Carriles
O exilado cubano Luis Posada Carriles foi detido na Flórida nesta terça-feira à tarde pela polícia dos Estados Unidos.

Nesta terça-feira, milhares de cubanos foram às ruas de Havana para pedir que as autoridades americanas prendessem e mandassem Carriles para a Venezuela, que emitiu uma ordem de extradição contra ele.

Carriles é acusado de envolvimento de um atentado em 1976 contra um avião da empresa cubana de aviação no qual morreram 73 pessoas.

Um porta-voz da Seção de Interesses Cubanos (uma espécie de embaixada) em Washington, reagiu de forma cautelosa à detenção.

"Vamos esperar e ver se isto é realmente uma mudança na maneira dúbia como o governo Bush trata o caso Posada", disse o porta-voz, que não comentou a declaração do Departamento de Segurança Interna em relação a não extraditar pessoas para Cuba ou países associados a Cuba.

Questões adicionais

O Departamento fazia uma referência indireta à Venezuela, que pediu a extradição de Posada na semana passada. O cubano fugiu de uma prisão venezuelana em 1985.

A divisão do governo americano confirmou que ele está sob custódia e será mantido assim por 48 horas para que seja "determinado sua condição em relação à imigração".

O Departamento disse ainda que está analisando questões adicionais sobre tratados de extradição.

Numa entrevista coletiva na terça-feira de manhã, em Miami, Posada disse que iria desistir do pedido de asilo político - ele teria uma entrevista com as autoridades de imigração - e deixaria o país.

Imigrante ilegal

Numa entrevista publicada também nesta terça-feira pelo jornal El Nuevo Herald, de Miami, Posada Carriles conta que entrou no país ilegalmente, via México, em março, e que desde então não foi incomodado pela polícia. Ele conta que se escondia no começo, mas que depois ficou mais tranquilo.

Posada também nega que tenha participado do atentado contra um avião de passageiros da Cubana de Aviación, em 1976.

Posada foi julgado e absolvido duas vezes na Venezuela, mas estava preso aguardando o resultado da apelação quando fugiu da prisão, em 1985.

A permanência de Posada nos Estados Unidos e a possível concessão de asilo político colocam o governo americano numa situação constrangedora, já que ele é acusado de atos de terrorismo pelos governos cubano e venezuelano.

O porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, foi bastante questionado sobre isso em uma coletiva em Washington, mas disse apenas que o caso estava sendo analisado pelo Departamento de Segurança Interna e pelo Departamento de Justiça.

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