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NYT: Brasil declara vitória para si e para africanos na guerra do algodão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal americano New York Times traz uma reportagem em que diz que o Brasil "declarou vitória para si mesmo e para outros países africanos" na guerra do algodão. O Brasil venceu uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) em que reclamava contra os subsídios americanos aos produtores de algodão. A OMC considerou indevidos esses subsídios. Segundo o diário, foi o primeiro desafio bem-sucedido à política agrícola dos países ricos, e a decisão "pode levar a Europa e outros países industrializados a oferecer novos compromissos nas negociações de comércio mundial". O jornal lembra que a ONU e o Banco Mundial, entre outras instituições, já tinham dito que "eliminar ou reduzir os subsídios seria mais eficiente para as economias de países pobres do que qualquer outra medida". Telhado de vidro O Washington Post também trata do assunto e reproduz uma declaração do porta-voz do representante de comércio dos Estados Unidos, Richard Mills, que disse que o agronegócio no Brasil é dominado por fazendeiros ricos e grandes corporações, e não por pequenos fazendeiros, como em muitos países da África. "Quem tem telhado de vidro não pode jogar pedras. O Brasil mesmo dá apoio financeiros a seus fazendeiros", afirmou ele, segundo o The Washington Post. O jornal também ouviu Roberto Azevedo, o responsável pelas disputas comerciais do Ministério das Relações Exteriores. Ele negou as acusações de Mills e disse que o Brasil "é um país em desenvolvimento, sem recursos para dar subsídios a fazendeiros". Na Grã-Bretanha, o Financial Times afirma que a decisão representa "uma vitória moral para países africanos produtores de algodão" e lembra que a determinação da OMC pode abrir caminho para o questionamento de subsídios americanos a outros produtos. O diário britânico lembra que produtores de soja brasileiros já estão estudando a possibilidade de entrar com uma queixa na OMC. A revista Fortune traz uma reportagem sobre o brasileiro Carlos Ghosn, que no fim de abril assume a presidência da Renault, cargo que vai acumular com o mesmo posto na Nissan. A publicação descreve Ghosn como "o mais bem-sucedido executivo da indústria automobilística no mundo", e afirma que mesmo para ele pode ser uma tarefa difícil ficar à frente de duas fabricantes de automóveis. Na reportagem, a Fortune afirma que Ghosn planeja passar 40% do seu tempo em Paris, 40% em Tóquio, e 20% dividindo-se entre os Estados Unidos e o resto do mundo. Segundo a revista, mais complexo do que isso vai ser lidar com possíveis choques de interesses, como decisões que podem ser mais benéficas para acionistas de uma empresa, e não de outra. "A não ser que ele tenha uma muralha da China no seu cérebro, ele pode ter dificuldades em manter os interesses das duas empresas totalmente separados", diz Michael Useem, diretor da escola de liderança e gerência Wharton, ouvido pela revista. União Européia O jornal francês Le Monde traz uma reportagem em que diz que há um movimento surgindo no Parlamento Europeu para atrasar a entrada da Romênia na União Européia. Segundo o jornal, "os membros do Parlamento Europeu acreditam que o país não será capaz de observar as regras da União Européia sobre corrupção e transparência democrática". O jornal afirma que o desejo do presidente romeno, Traian Basescu, de dar prioridade às relações com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha "não é a maneira mais inteligente de agradar aos tradicionais aliados da candidatura do país, especialmente a França e a Alemanha". Aids O The Times, da Grã-Bretanha, traz uma reportagem sobre uma agência de casamentos na Índia especializada em pessoas com Aids. O diário conta a história do comerciante Umesh Patel, que pôs um anúncio num jornal local, procurando por noiva "de 20 a 25 anos, solteira, da casta Patel, e portadora do vírus HIV". Patel contraiu o vírus aos 19 anos, e passou sete anos procurando por uma noiva, sem sucesso. Até que recorreu aos serviços da agência matrimonial. A agência tem 600 membros, e já fez sete casais. O The Times lembra que a Aids está se disseminando na Índia a uma taxa alarmante. Mais de cinco milhões de pessoas no país têm o HIV. Segundo o The Times, seis em cada sete casos na Índia são resultado de sexo sem proteção. O jornal britânico The Sun traz uma entrevista exclusiva com o jogador Thierry Henry, na qual ele reage à punição imposta pela federação espanhola ao técnico Luis Aragonés, que o xingou durante um jogo no fim do ano passado. Henry pediu que a Fifa determine uma punição maior a Aragonés, técnico da seleção espanhola, multado em cerca de R$ 10 mil. "Foi ridículo. A Federação Espanhola obviamente não se importa com o racismo", disse Henry. |
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