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Atualizado às: 24 de fevereiro, 2005 - 12h05 GMT (09h05 Brasília)
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Bush é 'amigo estranho', diz diário alemão
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A visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, à Europa é o destaque dos jornais europeus desta quinta-feira.

Bush esteve ontem em Mainz, na Alemanha, e na imprensa do país domina a avaliação de que as relações entre Bush e o chanceler alemão, Gerhard Schröder, "estão degelando, mas ainda falta muito".

O diário Sueddeutsche Zeitung chama o presidente americano de "amigo estranho" e diz que "melhores amigos" são recebidos de forma diferente.

"Não é concebível maior contraste do que o centro da cidade de Mainz vazio e sob forte segurança e as ruas de Berlim em 1963, quando uma multidão empolgada prestou homenagem a John F. Kennedy", diz o jornal.

'Antiamericanismo primitivo'

Já o Frankfurter Allgemeine Zeitung diz que o chanceler e o presidente não deram a impressão de que "uma amizade pessoal, profunda, vai algum dia florescer entre os dois", mas admite que "algo mudou" na relação entre os dois.

O jornal sugere que resolver as diferenças em relação ao Iraque não necessariamente significa que tudo ficará bem.

"Isso não acontecerá e não pode acontecer, porque descolamento estratégico e alienação políco-cultural não podem acabar com uma visita", prevê o Franfurter Allgemeine Zeitung.

O jornal austríaco Die Presse manifesta preocupação com crescimento do "antiamericanismo" na Europa.

O diário conta que uma recente pesquisa de opinião na Alemanha indica que mais alemães confiam no presidente da Rússia, Vladimir Putin, do que no presidente americano, e um maior número de eslovacos considera que Putin é um democrata melhor.

"O antiamericanismo primitivo na Europa agora alcança muito além dos grupos de extrema direita e de extrema esquerda que sempre odiaram os americanos. Isso é preocupante", diz o jornal.

Crise?

A imprensa francesa destaca o encontro de Bush com Putin desta quinta-feira.

Segundo o jornal francês Le Figaro, muitos analistas russos e americanos vêem "uma crise se formando entre os dois países" (Rússia e Estados Unidos), depois que Bush disse que estaria manifestando sua preocupação com o estado da democracia na Rússia e Putin defendeu a forma de democracia do país.

O diário Le Monde diz que as relações entre os dois líderes "piorou e há manifestações críticas em Washington e Moscou".

O encontro entre os dois vai acontecer "em um contexto de deterioração, muito longe das esperanças de uma aliança sólida que foram alimentadas durante o primeiro mandato dos dois presidentes", segundo Le Monde.

Já o jornal americano Washington Post diz que Bush e Putin devem anunciar nesta quinta-feira um pacote de medidas "para conter a ameaça de terrorismo nuclear".

Citando autoridades americanas, o Washington Post observa que essa ameaça foi destacada "em recente relatório de inteligência americana que alertou que material nuclear russo ainda pode cair em mãos de terroristas".

Liberdade vs. segurança

O jornal espanhol El País manifesta preocupação com a erosão das liberdades civis na Grã-Bretanha, depois da aprovação no Parlamento, em primeiro turno, dos projetos de lei antiterrorismo do governo do premiê Tony Blair.

Segundo o diário, a Grã-Bretanha, "um modelo de Estado governado pela lei, vem seguindo uma trajetória de restringir as liberdades desde os ataques de 11 de setembro de 2001".

O projeto, segundo o jornal "é baseado na visão do governo, enfatizada por Blair ontem (quarta-feira), de que a segurança do país está seriamente ameaçada pelo terrorismo internacional".

"A lei é fundamentada no perigoso princípio de que as restrições aos direitos civis básicos em uma democracia podem ser impostas por um político e não um juiz", diz o jornal.

Em artigo no diário britânico Daily Telegraph nesta quinta-feira, Blair diz que proteger a Grã-Bretanha contra um ataque terrorista deve ter prioridade em relação a outras liberdades civis.

"Não há maior liberdade civil do que viver sem a ameaça de um ataque terrorista", diz o premiê.

'Humilhação'

Os jornais britânicos continuam dando destaque à decisão da rainha Elizabeth 2ª de não comparecer ao casamento civil de seu filho, o príncipe Charles, com Camilla Parker Bowles.

Segundo o Daily Mail, Charles e Camilla estão "profundamente humilhados" porque seus planos para o casamento se tornaram "um embaraço internacional".

O jornal espanhol El País diz que o "rosário de contratempos que envolve o anunciado casamento do herdeiro da Coroa britânica, Charles, com sua amante da vida inteira, Camilla, aumentou com a decisão da rainha".

Com artigo que tem como título "Elizabeth 2ª esnoba seu herdeiro", o jornal diz que a decisão da rainha deixou os britânicos perplexos.

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