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'Tropas no Pará não devem ser gesto de curto prazo', diz NYT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A violência no Pará e a morte da freira americana Dorothy Stang é o assunto nesta quarta-feira de um editorial do New York Times. O diário afirma que o governo brasileiro "reagiu com determinação" ao crime, enviando 2 mil soldados ao Pará. Acrescenta, porém, que "ainda resta saber se o governo é forte o suficiente para combater os grileiros". Na opinião do jornal, o desafio agora será implementar na prática as novas determinações que proíbem a exploração de madeira em partes da floresta amazônica. "As tropas adicionais não devem ser um gesto de curto prazo, mas o início do estabelecimento do estado de direito", afirma o New York Times. "Garantir a proteção da floresta será difícil porque os madeireiros sempre fizeram o que quiseram. É muito importante também estabelecer títulos de propriedade claros." Oriente Médio Os principais jornais árabes afirmam nesta quarta-feira que a conferência de Londres para apoiar a Autoridade Palestina foi um grande sucesso diplomático do líder palestino, Mahmoud Abbas. "Não exageramos ao dizer que a cúpula especial de Londres para ajudar a Autoridade Palestina é a melhor conquista política dos palestinos em vários anos", diz um editorial do Al-Dustur, da Jordânia. Já o Al-Quds Al-Arabi, publicado em Londres, adota um tom um pouco mais cético sobre os resultados práticos da reunião. "Os palestinos e árabes em geral estão esperando para ver as medidas tomadas a partir da cúpula de Londres", observa o jornal. "Caso contrário, esta cúpula e suas resoluções terão sido apenas uma campanha de relações públicas antes das eleições na Grã-Bretanha – uma tentativa de acobertar o fracasso britânico e americano no Iraque." Os jornais de Israel trazem declarações as autoridades do país, que reclamam que o comunicado final da cúpula de Londres não colocou pressão suficiente para que a Autoridade Palestina elimine o "terrorismo" dos grupos militantes. Escrevendo no Haaretz, porém, o articulista Aluf Benn sustenta que o Oriente Médio está vivendo um retorno ao chamado "processo de paz de Oslo" iniciado nos anos 1990. "Quando o conflito acalmou e as partes começaram a se falar de novo, elas descobriram que o processo de Oslo havia renascido." "A mesma lógica que impulsionou Yitzhak Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat em 1993 agora domina Ariel Sharon e Mahmoud Abbas: uma devolução gradual de territórios, autoridade e símbolos para a Autoridade Palestina em troca de promessas de que o terror contra Israel será contido", argumenta. Alemanha A imprensa alemã reage com indignação à divulgação de dados que mostram que o país tem hoje o maior nível de desemprego desde o fim da Segunda Guerra – 5,2 milhões de desempregados. O Die Welt reclama do que afirma ser um "indiferença generalizada" com relação ao problema. "Essa notícia terrível não deve fazer soar o alarme em todos os lugares na Alemanha, mas deveria motivar medidas para combater os prejuízos", afirma o jornal. Segundo o Die Welt, uma reação do tipo ainda não está acontecendo porque a maioria dos alemães acha que nada pode ser feito para melhorar a situação. O Frankfurter Allgemeine Zeitung diz que o governo alemão talvez não esteja tão preocupado com o problema porque tem observado que o desemprego não se traduz necessariamente em derrotas eleitorais para o Partido Social Democrata. "Pelo menos enquanto os eleitores não acreditarem que a oposição está melhor preparada para lidar com o problema", afirma o jornal. |
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