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Atualizado às: 27 de setembro, 2004 - 17h28 GMT (14h28 Brasília)
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Zarqawi 'é um homem bom', diz cunhado de militante

Zarqa
Em 1993, Zarqawi foi preso por armazenar armas e bombas
Zarqa é uma cidade suja e empoeirada. As casas espalham-se por uma série de encostas marrons e ensolaradas.

Ela tem uma reputação de ser a casa para a venda de carros e para o crime.

Esta também é a cidade do homem mais procurado do Iraque, Abu Musab Al-Zarqawi.

O nome significa "o homem de Zarqa".

Zarqawi é fugitivo há anos. Mas sua esposa e seus quatro filhos ainda vivem em uma casa de dois andares no subúrbio da cidade. Seu cunhado mora do outro lado da rua.

'Bandido'

Ele estava ansioso em falar sobre seu parente famoso.

"Zarqawi é um homem bom", insistiu. "Um bom muçulmano, que foi para o Iraque para lutar contra a ocupação americana."

Esta cidade bruta forneceu más raízes para o homem que os americanos afirmam liderar grande parte da resistência iraquiana.

Já na adolescência, parecia que Zarqawi parecia fadado aos pequenos crimes. Ele era conhecido como um "bandido".

Abu Musab al-Zarqawi
Zarqawi tornou-se um dos fanáticos religiosos mais procurados

Mas enquanto alguns dizem que Zarqawi é um grande intelectual, também parece que ele tem a habilidade para liderar, persuadir ou forçar os outros a segui-lo.

"Ele é um líder, que vai direto ao ponto e tem uma personalidade muito forte", disse Leith Shubeilat, um ativista islâmico preso com Zarqawi na década de 90.

Iraque

O que soa como uma personalidade obsessiva, gradualmente, tornou Zarqawi do crime para o radical islâmico mais procurado, com sua mistura exaltada de religião com política.

Ele viajou para o Paquistão e Afeganistão, embora sua relação com Osama Bin Laden seja discutível.

Em 1993, Zarqawi foi preso na Jordânia, após as autoridades terem descoberto rifles e bombas armazenadas em sua casa.

Durante os anos que esteve na prisão, ele decorou o Corão.

Em 1999, ele foi libertado pelos jordanianos como parte de uma anistia geral.

A guerra no Iraque era a oportunidade que ele estava procurando para pôr em prática suas crenças fanáticas.

Acredita-se agora que ele tenha feito, pessoalmente, várias execuções brutais registradas em vídeo.

Aliados

O cunhado de Zarqawi, Saleh al-Hami, não tem desculpas para a recente violência ou seqüestros, como a captura do britânico Ken Bigley.

"Por que os britânicos estão preocupados com esse único homem e não com os milhares de iraquianos que foram mortos ou feridos?", questionou Al-Hami.

Saleh al-Hami, cunhado de Zarqawi
Iraquianos também foram mortos, argumenta o cunhado de Zarqawi

A maioria dos jordanianos com que conversei em Zarqa insistiu que eles não apoiam a atual onda de seqüestros.

"Mas todas as pessoas querem se livrar dos americanos e britânicos no Iraque, porque o Iraque é um país árabe", disse um homem.

"Os estrangeiros mataram mais pessoas que os seqüestradores. Os aviões americanos mataram 200 ou 300 diariamente."

Zarqawi não tem muitos seguidores na Jordânia, embora os prédios do governo sejam fortemente protegidos contra possíveis ataques de sua parte ou outros militantes muçulmanos.

Mas as pessoas entendem o que o guia e as pessoas comuns com quem falei também sentiam ódio pela ocupação americana no Iraque e o apoio a Israel.

Kenneth BigleyVídeo
Refém britânico no Iraque implora por ajuda (em inglês).
Refém americano morto no IraqueIraque
Conheça grupo acusado de realizar seqüestros no país.
George W.BushCaio Blinder
Bush comanda debate eleitoral ao associar Iraque ao terror.
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