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Conheça grupo acusado de seqüestros recentes no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo Tawhid e Jihad diz ser responsável pelo seqüestro recente de dois americanos e um britânico - e pela morte dos dois americanos -, por vários ataques desde o fim da guerra no Iraque, por outros seqüestros e pela morte de vários civis e militares. Autoridades afirmam que o grupo é liderado por Abu-Musab Al-Zarqawi, que também assumiu a autoria do ataque à sede da ONU em Bagdá, onde morreu o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, em agosto de 2003. Al-Zarqawi é jordaniano e teria ligações com a organização Al-Qaeda, de Osama Bin Laden, e o movimento Ansar Al-Islam, no norte do Iraque. Ele foi preso na Jordânia no início dos anos 1990 e atualmente é o homem mais procurado no Iraque. Recompensa Os Estados Unidos juraram capturar Zarqawi e ofereceram uma recompensa de vários milhões de dólares por informações que levem à prisão ou à morte dele. A ideologia do grupo Al-Tawhid wa Al-Jihad – o nome significa Unidade e Luta religiosa – é considerada semelhante à da Al-Qaeda, mas com foco no Iraque. É um grupo muçulmano sunita fundamentalista e extremista, que se identifica como uma organização engajada em uma luta contra os "cruzadas americanos", e opõe o monoteísmo restrito do Islamismo à trindade cristã "politeísta". O Tawhid e Jihad considera que a invasão do Iraque é um passo na direção de uma "Grande Israel", e rejeita os muçulmanos xiitas. O grupo vê os curdos como inimigos, em parte porque alega supostas ligações dos curdos com interesses israelenses. Justificativa religiosa O Tawhid e Jihad justifica a decapitação de reféns estrangeiros, contestada com veemência por muitos teólogos islâmicos, com um verso do Corão: "Portanto, quando encontrares os infiéis, golpeies o pescoço deles; finalmente, quando tiveres subjugado a eles, amarres um laço firme (neles)". Embora a estimativa seja de que o grupo tenha poucas centenas de membros, o Tawhid e Jihad é considerado muito perigoso. Paul Bremer, antigo administrador da Autoridade Provisória da Coalizão no Iraque, acreditava que o grupo era o responsável por quase todos os ataques suicidas no Iraque. Embora as autoridades tenham capturado alguns de seus integrantes, Bremer dizia que o Tawhid e Jihad "tem uma estrutura celular, por isso, as informações não fluem amplamente. Isso torna difícil penetrar a organização. Mesmo que se consiga infiltrar, não se consegue muita informação além da célula". Em maio de 2004, o Tawhid e Jihad anunciou que estavam se unindo a outra organização islâmica, o grupo Salafiah Al-Mujahidiah, de Abu Dajanah Al-Iraqi. Desde a união, o grupo já reivindicou responsabilidade pela morte de Izzedin Salim, presidente do extinto Conselho de Governo do Iraque, e de vários outros integrantes do governo interino. O grupo também ameaçou matar o primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi. |
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