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Atualizado às: 23 de setembro, 2004 - 16h11 GMT (13h11 Brasília)
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EUA 'sabotaram' libertação de refém britânico, diz irmão
Imagem de vídeo
O britânico diz que 'não quer morrer' em declaração de vários minutos no vídeo
Paul Bigley, irmão do refém britânico que está em poder de militantes no Iraque, disse que os Estados Unidos "sabotaram" a libertação de Kenneth Bigley ao recusar a libertação de uma cientista iraquiana.

Paul disse à BBC que havia uma esperança quando ministros iraquianos disseram que ela seria libertada.

Mas autoridades americanas foram contra essa medida, alegando que não cederiam aos seqüestradores.

Mesmo assim, o ministro do Exterior da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse que seu governo não irá negociar com militantes islâmicos que estão ameaçando matar Kenneth Bigley.

Vídeo

Foi a primeira reação oficial das autoridades em Londres depois da divulgação de um vídeo por um site árabe em que o refém fez um apelo ao primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, para que sua vida fosse poupada.

Straw disse que Bigley foi colocado em uma situação terrível por homens de má índole, mas que isso não irá mudar a posição do governo britânico.

Kenneth Bigley apareceu num vídeo na quarta-feira apelando para que o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, salvasse sua vida.

Dois colegas americanos de Bigley, capturados com ele na semana passada, já foram mortos pelos seqüestradores.

Sua esposa, que é tailandesa, fez, logo em seguida, um apelo aos seqüestradores, pedindo misericórdia.

"Meu marido, Ken, é um homem trabalhador comum que tentou ajudar as pessoas no Iraque, onde ele fez muitos amigos. Como esposa carinhosa, eu suplico mais uma vez por misericórdia", disse Sombat Bigley.

O governo iraquiano insistiu nesta quinta-feira que não libertaria as duas cientistas detidas, apesar de ter dito que iria fazê-lo um dia antes.

Os grupos militantes Tawhid e Jihad, coordenados por Abu Musab Al-Zarqawi (suspeito de participar da Al-Qaeda), ameaçaram mater Bigley se os Estados Unidos e a Grã-Bretanha não libertassem as cientistas.

Entretanto, eles nunca se referiram especificamente às cientistas, apenas a "mulheres detidas".

Em imagens
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