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Dois egípcios são seqüestrados em Bagdá
Empresa de telefonia celular onde reféns trabalhavam
Os reféns eram funcionários de empresa de celular
Homens armados seqüestraram dois engenheiros egípcios que trabalhavam para uma empresa de telefones celulares na capital iraquiana, Bagdá.

Os seqüestradores invadiram os escritórios da companhia na quinta-feira, depois de amarrar os guardas.

A agência de notícias do Egito disse que outros quatro engenheiros do país que trabalhavam para a mesma empresa foram seqüestrados na quarta-feira, elevando o número total de reféns para seis.

Mais de 100 estrangeiros foram seqüestrados no Iraque desde março de 2003.

Em outro caso, o grupo que mantém o britânico Kenneth Bigley como refém não fez nenhum comentário desde que redes de televisão transmitiram um apelo de sua mãe para a libertação do engenheiro.

Seus seqüestradores mataram anteriormente dois americanos que foram detidos com Bigley.

Do total de seqüestrados, a maioria foi libertada, mas pelo menos 27 foram assassinados pelos seqüestradores. Muitos iraquianos também foram tomados como reféns - na maioria dos casos, por dinheiro.

Também continua confuso o caso das duas mulheres italianas que foram seqüestradas há mais de duas semanas do escritório da organização não-governamental para a qual trabalhavam em Bagdá.

Seu paradeiro ainda não foi esclarecido, e o governo italiano classificou notícias de que ambas haviam sido mortas como "não-confiáveis".

Família do refém

Paul Bigley, irmão do refém britânico em poder de militantes no Iraque, disse que os Estados Unidos "sabotaram" a libertação de Kenneth Bigley ao recusar a libertação de uma cientista iraquiana.

Paul disse à BBC que havia uma esperança quando ministros iraquianos disseram que ela seria libertada.

Mas autoridades americanas foram contra essa medida, alegando que não cederiam aos seqüestradores.

O ministro do Exterior da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse que seu governo não irá negociar com militantes islâmicos que estão ameaçando matar Kenneth Bigley.

Vídeo

Foi a primeira reação oficial das autoridades em Londres depois da divulgação de um vídeo por um site árabe em que o refém fez um apelo ao primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, para que sua vida fosse poupada.

Straw disse que Bigley foi colocado em uma situação terrível por homens de má índole, mas que isso não irá mudar a posição do governo britânico.

Kenneth Bigley apareceu num vídeo na quarta-feira apelando para que o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, salvasse sua vida.

Dois colegas americanos de Bigley, capturados com ele na semana passada, já foram mortos pelos seqüestradores.

Sua esposa, que é tailandesa, fez, logo em seguida, um apelo aos seqüestradores, pedindo misericórdia.

"Meu marido, Ken, é um homem trabalhador comum que tentou ajudar as pessoas no Iraque, onde ele fez muitos amigos. Como esposa carinhosa, eu suplico mais uma vez por misericórdia", disse Sombat Bigley.

O governo iraquiano insistiu nesta quinta-feira que não libertaria as duas cientistas detidas, apesar de ter dito que iria fazê-lo um dia antes.

Refém Em vídeo
Britânico seqüestrado implora pela ajuda de Blair.
Iraque Pós-Saddam
Leia últimas análises e notícias a respeito da situação no país.
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