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Novo ataque dos EUA em Falluja deixa sete mortos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos sete pessoas foram mortas no segundo bombardeio americano em menos de 24 horas na cidade iraquiana de Falluja, de acordo com médicos de hospitais locais. O ataque deixou ainda 11 feridos nas explosões que atingiram alvos apontados pelas tropas americanas como reduto de militantes rebeldes na cidade, que fica 65 quilômetros ao oeste de Bagdá. Militantes americanos afirmaram mais cedo que o objetivo era acabar com combatentes leais ao militante Abu Musab Al-Zarqawi, acusado de planejar uma série de atentados no Iraque. No primeiro ataque em Falluja, no sábado, pelo menos oito pessoas foram mortas e 15 ficaram feridas. De acordo com testemunhas, diversos prédios no centro da cidade foram destruídos. Durante a ofensiva americana, alto-falantes de mesquitas de Falluja transmitiram as orações lideradas por clérigos locais para reunir os moradores da cidade. 'Ataque preciso' As autoridades americanas descreveram o segundo bombardeio como um "ataque aéreo preciso" contra os militantes rebeldes. Na primeira ofensiva do dia, o principal alvo, de acordo com as forças americanas, era um suposto ponto de encontro utilizado pelos militantes "para planejar novas ataques contra cidadãos iraquianos e forças multinacionais". O comunicado das tropas americanas acrescentou que não havia informações sobre a presença de civis na área no momento dos ataques. No entanto, o médico Dhiya Al'Jumaili, do hospital geral de Falluja, disse à agência de notícias Associated Press que civis – incluindo mulheres e crianças – foram mortos no primeiro bombardeio americano. Equipes de televisão da agência de notícias Reuters registraram imagens do socorro a sobreviventes, incluindo duas mulheres e uma criança pequena, que estavam em prédio destruído pelo ataque. Em outros desdobramentos da crise no Iraque:
Recompensa Os bombardeios de sábado em Falluja foram os mais recentes ataques de uma série de ofensivas americanas na cidade para tentar eliminar Zarqawi e seus seguidores.
Os Estados Unidos acusam o militante jordaniano, que chefia o movimento Tawhid e Jihad, de liderar as operações da Al-Qaeda no Iraque e de realizar seqüestros e atentados com carros-bomba. Nos últimos dias, o grupo de Zarqawi decapitou dois reféns americanos e ameaçou matar o britânico Ken Bigley. As autoridades americanas oferecem uma recompensa de US$ 25 milhões (cerca de R$ 70 milhões) por informações que possam levar à captura de Zarqawi. Falluja, localizada no chamado "triângulo sunita", tem sido um dos mais violentos centros de resistência à presença das forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque. |
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