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Atualizado às: 25 de setembro, 2004 - 03h57 GMT (00h57 Brasília)
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Oposição nos EUA questiona eleições no Iraque
Soldados americanos em patrulhaem Bagdá
A violência em vários pontos do Iraque poderia impedir a realização da eleição
Políticos da oposição democrata nos Estados Unidos acusaram o governo do presidente George W. Bush de estar prometendo a realização de eleições no Iraque em janeiro quando, na verdade, não há condições para que ela ocorra.

O parlamentar Dave Obey, da Câmara dos Representantes, disse que seria um milagre se as eleições ocorressem no mês prometido. Outra representante democrata, Nita Lowey, lembrou que não há listas de eleitores nem mesmo partidos políticos formados.

As declarações foram feitas depois que dois membros do alto escalão do governo Bush – o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, e o subsecretário de Estado, Richard Armitage – aparentemente entraram em contradição ao comentar as possíveis eleições iraquianas.

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Parlamentar Dave Obey, do Partido Democrata

Rumsfeld admitiu nesta quinta-feira que as eleições no Iraque podem ser “limitadas”, não ocorrendo em algumas regiões, por causa da violência. Armitage, por sua vez, disse a uma comissão do Congresso em Washington que a eleição seria “bagunçada”, mas iria incluir todos os cidadãos do país.

Defesa x Estado

“Nós vamos ter uma eleição que é livre e aberta – e ela tem que ser aberta a todos os cidadãos”, disse Armitage.

“E temos que nos esforçar ao máximo para chegar às regiões com problemas também. Por isso eu acho que nós vamos ter essas eleições em todas as partes do país”, completou.

O subsecretário de Estado disse não ter ouvido nada a respeito de um plano para limitar as eleições, evitando as áreas mais violentas.

De acordo com a correspondente da BBC em Washington Daniela Relph, os Departamentos de Defesa e Estado têm mostrado diferenças de posição há algum tempo.

Segundo ela, a tensão aumentou entre os dois departamentos por causa dos problemas no Iraque pós-guerra, com o Departamento de Defesa defendendo uma abordagem mais direta dos problemas e o Departamento de Estado sendo mais cauteloso em público.

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