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Presidente do Paquistão diz que vai 'eliminar terror' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, afirmou nesta quinta-feira que está "determinado a erradicar o extremismo e o terrorismo" no país. A afirmação foi feita durante um discurso televisionado, depois que as autoridades anunciaram ter encontrado 75 corpos na Mesquita Vermelha, em Islamabad. Na manhã de terça-feira, o Exército paquistanês lançou um ataque que duraria 36 horas contra estudantes radicais islâmicos que estavam entrincheirados na mesquita. Durante meses, os clérigos e estudantes do templo desafiaram as autoridades ao fazer campanha pela adoção da lei islâmica na capital paquistanesa. Os estudantes também seqüestraram policiais e moradores de Islamabad que consideravam envolvidos em atividades "não-islâmicas". 'Terrorismo' O general Pervez Musharraf elogiou a ação militar que, nas palavras dele, "livrou a Mesquita Vermelha das mãos de terroristas". "Infelizmente, tivemos que enfrentar o nosso próprio povo", disse o presidente. "Eles se desviaram do bom caminho e ficaram suscetíveis ao terrorismo." O líder paquistanês também comentou que o país precisa escolher a que tipo de islamismo vai se alinhar e se vai seguir os "ensinamentos islâmicos que transformaram a madrassa (escola religiosa islâmica) em uma fortaleza de guerra que abrigou terroristas". "Não vou permitir que nenhuma madrassa seja usada pelo extremismo", disse o presidente. Na quarta-feira, o vice-líder da rede Al-Qaeda teria lançado um apelo por ataques contra o Paquistão para vingar a operação contra a Mesquita Vermelha de Islamabad. Em uma gravação de vídeo divulgada por um site islâmico, uma voz que seria de Ayman al-Zawahiri classificou o cerco ao templo de "crime". Convocação à 'Jihad' "A sua única salvação é através da jihad (expressão que pode ser entendida como Guerra Santa). Esse crime só pode ser lavado por arrependimento ou sangue", afirmava a voz, sob uma imagem de Zawahiri. Pelo menos 83 foram mortas na operação paquistanesa. A voz atribuída ao vice-líder da Al-Qaeda disse ainda que se não houver revolta, o presidente Musharraf "vai aniquilá-los". "Musharraf não vai parar enquanto não acabar com o Islã no Paquistão." De acordo com a correspondente da BBC em Islamabad, Barbara Plett, a mesquita ainda está isolada e não há um relato independente sobre o que aconteceu lá dentro. Segundo Plett, nem mesmo o número de mortos foi esclarecido. O Exército diz que o dado só estará disponível depois que acabar a vistoria no local. A correspondente diz ainda que muitos paquistaneses apoiaram o governo do presidente Pervez Musharraf na decisão de invadir o local, mas que as autoridades temem uma reação de grupos extremistas. O país está em alerta máximo. Milhares de tropas foram enviadas para a fronteira com o Afeganistão, onde há temores de uma insurgência islâmica. |
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