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Paquistão: Crianças e mulheres são reféns, diz ministro | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro de Assuntos Religiosos do Paquistão afirmou neste domingo à BBC que os militantes fizeram mulheres e crianças reféns dentro da mesquita de lau Masjid, a Mesquita Vermelha, de Islamabad. O ministro Ejaz-ul-Haq disse que os responsáveis são militantes envolvidos com à rede Al-Qaeda e procurados pelas autoridades, que teriam tomado controle da mesquita, que continua cercada por soldados paquistaneses. O líder da mesquita, Abdul Rashid Ghazi, nega que haja militantes na mesquita e sustenta que só estudantes da escola religiosa dele e ele próprio controlam o local. Ghazi disse também que ele e seus seguidores preferem cometer suicídio a se render. Na noite do sábado, um coronel paquistanês foi morto em confrontos com estudantes radicais islâmicos desde terça-feira estão entrincheirados no prédio. O oficial estaria no comando de uma operação para abrir buracos nas paredes da Mesquita Vermelha, para permitir que não-combatentes presos dentro do local pudessem escapar. O cerco da mesquita já deixou 21 mortos, e Abdul Rashid Ghazi disse que cerca de 1,8 mil seguidores continuam no prédio, um número que não pode ser confirmado pelas autoridades. 'Casos graves' No entanto, o ministro ul-Haq disse à BBC de dois a cinco dos militantes entrincheirados na mesquita são procurados por envolvimento em "casos graves". Ele disse ainda que os militantes têm total controle sobre a mesquita e que Abdul Rashid Ghazi não passaria de um testa-de-ferro dos homens. Ul-Haq afirmou que as autoridades souberam da presença dos militantes depois que um homem morto no primeiro dia do cerco foi identificado como Maqsood Ahmed, que integraria o Jaish-e-Mohammad, um grupo islâmico radical com vínculos com a al-Qaeda. Ahmed era procurado por envolvimento na tentativa de assassinato do primeiro-ministro paquistanês Shaukat Aziz na cidade de Attock, em 2004. O presidente do Paquistão, o general Pervez Musharraf, deu um ultimato no sábado os estudantes confinados na mesquita, dizendo que eles serão mortos se não se entregarem. Porém até agora o Exército tem evitado usar mais força para tomar o controle da mesquita, por conta da presença de mulheres e crianças no local. |
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