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Atualizado às: 06 de julho, 2007 - 17h33 GMT (14h33 Brasília)
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Paquistão lança ataque a radicais em mesquita
Tropas paquistanesas
Cerco de soldados em torno da mesquita já dura quatro dias
Tropas militares do Paquistão realizaram nesta sexta-feira um ataque contra estudantes radicais islâmicos que permanecem cercados a quatro dias na Mesquita Vermelha, em Islamabad, capital do país.

Veículos blindados avançaram por dois lados da mesquita e soldados explodiram parte de uma parede.

Dois estudantes que aparentemente tentavam deixar a mesquita para se render foram mortos em uma troca de tiros, que também deixou pelo menos dez feridos. O número total de mortos nos confrontos já chega a 21.

Apesar da nova operação de ataque, o presidente do Paquistão, o general Pervez Musharraf, não autorizou uma ofensiva mais ampla por temer pela segurança de mulheres e crianças no local.

Estima-se que centenas de pessoas estejam dentro do complexo da mesquita, embora mais de mil tenham saído do local devido à crescente pressão das forças de segurança.

As autoridades paquistanesas afirmam que cerca de 60 dos que ainda estão no local teriam participado na linha de frente da campanha pela imposição da Sharia, a Lei Islâmica, em Islamabad.

Condições

O vice-líder da mesquita, Abdul Rashid Ghazi, havia afirmado que os estudantes radicais abandonariam o complexo sob determinadas condições, incluindo uma permissão para que Ghazi pudesse cuidar de sua mãe doente.

No entanto, os ministros do governo do Paquistão descartaram um acordo e Ghazi disse então que prefere morrer do que se render incondicionalmente.

"Decidimos que podemos ser martirizados, mas não vamos nos render", afirmou o clérigo. "Estamos prontos para que nossas cabeças sejam cortadas, mas não nos dobraremos a eles."

O maulana (título dado aos teólogos) Abdul Aziz, irmão de Ghazi e líder da mesquita, foi capturado quando tentava escapar usando uma burqa, vestimenta feminina que cobre o rosto e a cabeça.

Avião

Em meio ao cerco na mesquisa, testemunhas ouviram o som de uma troca de tiros perto da base aérea de onde partiu um avião com o presidente Pervez Musharraf.

A polícia informou ter encontrado duas armas antiaéreas em um telhado perto da base aérea, em Rawalpindi.

Autoridades militares paquistanesas negaram, no entanto, que Musharraf tenha sido o alvo de um ataque e disseram que o avião seguiu viagem em segurança e chegou ao destino: a cidade de Turbat, no sudoeste do país.

Em outro incidente, em uma província no noroeste do Paquistão, seis soldados paquistaneses foram mortos em um ataque suicida. A região é conhecida por uma grande simpatia pelos radicais islâmicos.

IslamabadCerco a Mesquita
Militares e radicais vivem confronto no Paquistão.
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