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Atualizado às: 10 de julho, 2007 - 18h52 GMT (15h52 Brasília)
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Líder da Mesquita Vermelha é morto no Paquistão
Fumaça na Mesquita Vermelha, em Islamabad, depois de ação das forças de segurança paquistanesas
Mais de 50 militantes morreram desde que a mesquita foi invadida
O líder dos radicais muçulmanos que ocupavam a Mesquita Vermelha, Abdul Rashid Ghazi, foi morto nesta terça-feira durante a invasão do complexo, em Islamabad, por forças de segurança do Paquistão.

O corpo de Ghazi foi encontrado no porão da Mesquita Vermelha. Autoridades afirmam que ele morreu em um tiroteio.

O porta-voz do Ministério do Interior, Javed Iqbal Cheema, disse que Ghazi foi morto quando soldados do governo estavam expulsando os militantes que ainda estavam em uma madrassa (escola religiosa) para mulheres e meninas dentro do complexo da mesquita.

"Ele foi localizado no porão e recebeu o pedido de sair do local. Ele veio com quatro ou cinco militantes que dispararam contra as forças de segurança", disse Cheema.

"Os soldados responderam aos disparos e, no tiroteio, ele foi morto. Os outros militantes também foram mortos durante os confrontos."

"Escudo"

O brigadeiro Cheema disse que Ghazi usou várias mulheres e crianças como "escudos humanos", apesar de o clérigo sempre ter negado a acusação de ter tomado reféns.

Ghazi era vice-líder de Lal Masjid, a Mesquita Vermelha. Seu irmão, Abdul Aziz, que era o líder, foi preso tentando escapar na semana passada, usando roupas femininas.

Horas antes de sua morte, Ghazi acusou as autoridades de "franca agressão".

"Meu martírio agora é certo", disse ele ao canal de televisão paquistanês Geo.
Na manhã desta terça-feira, as tropas paquistanesas invadiram a Mesquita, que fica na capital, Islamabad. Há uma semana, radicais islâmicos vinham resistindo a um cerco das forças de segurança no templo.

Segundo o Exército, cerca de 50 militantes e oito soldados foram mortos e 40 ficaram feridos nesta ofensiva. Cerca de 50 mulheres e crianças foram resgatadas.

Risco

Os estudantes do complexo de madrassas ligado à Mesquita Vermelha vinham desafiando abertamente as autoridades paquistanesas, fazendo campanha em favor da adoção da sharia, a lei islâmica.

A insatisfação do público vinha aumentando depois que os militantes da mesquita seqüestraram policiais e também pessoas que eles consideravam envolvidas em atividades imorais e não-islâmicas.

O correspondente da BBC em Islamabad Ilyas Khan disse que a operação militar desta terça-feira foi uma aposta para o presidente Pervez Musharraf, que arrisca ser duramente reprovado pelos partidários dos militantes.

Nos últimos meses, Musharraf vinha sendo criticado pela oposição do país por não agir com vigor contra os militantes. O presidente vinha priorizando negociações, alegando que os radicais poderiam lançar ataques suicidas se força fosse usada contra eles.

Segundo o analista da BBC Aamer Ahmed Khan, aliados do Paquistão vinham enxergando a estratégia do general com preocupação, temendo que isso significasse que ele estava cedendo terreno aos radicais muçulmanos no país.

Aparentemente, o governo mudou de posição em relação aos estudantes das madrassas da Mesquita Vermelha depois dos militantes terem seqüestrado mulheres chinesas, a quem acusaram de trabalhar como prostitutas.

O analista da BBC disse que, com o sucesso da ofensiva, Musharraf, há oito anos no poder, espera passar a mensagem de que ele ainda é a melhor aposta dos que querem um combate ao radicalismo.

Nos últimos dias, o Exército enviou milhares de soldados para o nordeste do Paquistão, onde os militantes pró-Talebã, que são contra Musharraf, estão realizando ataques que seriam ligados ao cerco à mesquita.

Os soldados atacaram a mesquita durante a noite e assumiram o controle da maior parte do complexo durante um combate pesado, disputado de sala em sala durante a terça-feira.

Pervez MusharrafPaquistão
Presidente pode sair vitorioso de cerco à Mesquita Vermelha.
IslamabadCerco a Mesquita
Militares e radicais vivem confronto no Paquistão.
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