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Atualizado às: 11 de julho, 2007 - 13h55 GMT (10h55 Brasília)
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Mesquita do Paquistão está livre de militantes, diz Exército
Soldados paquistaneses deixam a Mesquita Vermelha, em Islamabad
Soldados paquistaneses deixam a Mesquita Vermelha, em Islamabad
O Exército do Paquistão informou nesta quarta-feira que retirou todos os militantes da Mesquita Vermelha em Islamabad, um dia depois de os soldados invadirem o complexo.

O cerco ao complexo havia começado na terça-feira passada, depois que um grupo de estudantes seqüestrou sete trabalhadores chineses a quem acusavam de administrar um bordel.

Nos últimos meses, os estudantes do complexo de madrassas ligado à Mesquita Vermelha vêm desafiando abertamente as autoridades paquistanesas, fazendo uma campanha em favor da adoção da sharia (lei islâmica).

Pelo menos 50 pessoas morreram dentro da Mesquita Vermelha e oito soldados também foram mortos durante a operação, segundo os militares.

"A primeira fase da operação está encerrada. Não há mais militantes dentro (da mesquita)", disse o porta-voz do Exército, general Washeed Arshad à agência de notícias Associated Press.

O primeiro-ministro paquistanês, Shaukat Aziz, disse que ainda não foi encontrado nenhum corpo de mulheres ou crianças dentro do complexo, segundo a agência de notícias Associated Press.

Ainda não se sabe quantas pessoas estavam dentro do complexo quando ele foi invadido.

Explosões

Na madrugada desta quarta-feira (noite de terça-feira pelo horário de Brasília), diversas explosões e troca de tiros foram ouvidas na área do complexo - que inclui a mesquita e duas escolas religiosas islâmicas (madrassas), uma para homens e outra para mulheres.

O general Arshad disse na ocasião que a batalha estava progredindo lentamente porque os soldados queriam evitar mortes entre as mulheres e crianças que eram mantidas no complexo.

Arshad afirmou que os poucos militantes que ainda estavam no local estavam entrincheirados nos aposentos privados do clérigo Abdul Rashid Ghazi, morto na terça-feira em um tiroteio com as forças de segurança.

Segundo um porta-voz do Ministério do Interior, Javed Iqbal Cheema, o clérigo estava no porão da madrassa para mulheres, ao lado de outros cinco militantes. Ao ouvir a ordem para que saíssem do local, os militantes começaram a atirar, e foram mortos, disse Cheema.

Cheema disse que Ghazi estava usando um número ainda não confirmado de mulheres e crianças como escudo humano - apesar de o clérigo sempre ter negado que tenha mantido reféns.

Algumas horas antes de ser morto, Ghazi havia acusado as autoridades de "franca agressão". "Meu martírio é certo agora", disse o clérigo ao canal de televisão paquistanês Geo.

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