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Atualizado às: 01 de junho, 2007 - 14h00 GMT (11h00 Brasília)
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Exército e militantes retomam combates no Líbano
Tanque do Exército libanês passa em frente ao campo de Nhar al-Bared
Militares avançaram, mas não está claro se pretendem invadir o campo
O Exército libanês e militantes islâmicos retomaram os confrontos em um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano nesta sexta-feira.

Grossas colunas de fumaça preta subiram do campo de Nahr-al-Baredm onde os militantes do grupo Fatah al-Islam estão entrincheirados há 13 dias. Mais de 80 pessoas morreram até agora, incluindo civis.

A agência oficial libanesa informou que houve combates nos limites do campo de e que o Exército tomou uma série de posições de onde estava sendo atacado por rebeldes.

Dezenas de tanques de batalha e veículos blindados avançaram para posições ao norte do campo de refugiados, mas a correspondente da BBC em Beirute Kim Ghattas informa que ainda não está claro se os militares pretendem invadir o campo.

Segundo a agência oficial libanesa, os militantes recuaram para posições mais para dentro de Nahr-al-Bared.

Um porta-voz da Cruz Vermelha, Igor Ramazzotti, disse que a situação humanitária é muito grave e está piorando para os civis que permanecem dentro do campo.

Civis

A ONU afirma que 25 mil pessoas fugiram do campo, mas parte dos 31 mil habitantes continua presa no local. Os choques estariam concentrados nas entradas norte e sul do campo.

O Exército libanês divulgou uma declaração afirmando que os militantes dentro do campo de refugiados dispararam contra os soldados desde o início da manhã.

O Exército afirmou que está respondendo aos disparos com precisão, bombardeando as posições dos militantes e está fazendo de tudo para evitar atingir os civis.

O chefe da Organização para Libertação da Palestina, a principal organização palestina, também fez uma declaração destacando que o Exército está fazendo de tudo para evitar que os civis sejam atingidos.

Segundo Ghattas a declaração, aparentemente, deu aprovação subentendida à operação militar.

Acusações

Membros do gabinete de governo do Líbano, que são contra a Síria, descreveram o Fatah al-Islam como uma ferramenta do serviço secreto sírio. Damasco nega qualquer ligação com o grupo.

Na quarta-feira, um magistrado militar libanês acusou de terrorismo 20 membros capturados do grupo militante.

As acusações eram relacionadas às mortes de soldados e civis. Se forem considerados culpados, os suspeitos poderão ser condenados à pena de morte.

Os militantes afirmam que não vão se render ao que eles chamam de americanos sionistas e os que são leais a eles.

O confronto entre o Exército libanês e o Fatah al-Islam começou quando forças de segurança invadiram um prédio em Trípoli em busca de suspeitos de um assalto a banco.

Os militantes atacaram, então, postos do Exército no campo de refugiados. Os militares responderam com artilharia pesada, e o episódio deu início aos piores combates internos do país desde o final da guerra civil, há 17 anos.

Existem 12 campos de refugiados no Líbano que foram estabelecidos depois da criação de Israel em 1948. Militantes palestinos dentro do campo carregam armas e o Exército libanês, tradicionalmente, não entra nestes locais.

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