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Comboio da ONU é atingido por combates no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Comboios de ajuda foram atingidos nesta terça-feira pelos combates entre militantes islâmicos do grupo sunita Fatah al-Islam e o Exército libanês em um campo de refugiados palestinos perto de Trípoli, no norte do Líbano. Pelo menos um comboio da ONU teve que voltar depois de tentar entregar suprimentos aos milhares de civis que estão presos no campo de refugiados palestinos de Nahr al-Bared. Granadas explodiram perto do comboio e uma testemunha disse à BBC que viu corpos caídos pelas ruas. Seis caminhões da ONU tinham entrado no campo de refugiados durante uma trégua nos combates para levar alimentos, água, suprimentos médicos e um gerador de energia elétrica. O campo tem 31 mil refugiados palestinos. Um correspondente da BBC no Líbano afirmou que o cessar-fogo proposto pelo grupo militante sunita Fatah al-Islam durou pouco e os combates já foram retomados. O diretor de um hospital próximo ao campo, Youssef Al As'ad, disse que as ambulâncias conseguiram retirar 13 civis feridos do campo. Ele pediu para que o Exército libanês dê uma chance para que as organizações médicas retirem mais feridos do local. Cessar-fogo Na manhã de terça-feira, depois de intensos combates, um porta-voz do grupo Fatah al-Islam, Abu Salim, disse que os militantes obedeceriam o cessar-fogo enquanto o Exército libanês não atacasse o campo de refugiados onde eles estão em Nahr al-Bared. "Estamos dando a chance para a calma e um cessar-fogo a partir das 14h30 (horário local). Não tem prazo para terminar se o Exército se comprometer também", disse Salim à agência de notícias Reuters. Na noite de segunda-feira, o gabinete de governo do Líbano autorizou o Exército a aumentar seus esforços para colocar "um fim ao fenômeno terrorista que é estranho aos valores e à natureza do povo palestino". Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, manifestou apoio à ação do governo libanês. Em declaração à agência de notícias Reuters, Bush disse que os militantes islâmicos devem ser detidos. "Extremistas que estão tentando derrubar essa jovem democracia devem ser dominados", afirmou. Violência intensa Os episódios de violência interna no país vêm sendo descritos como os mais intensos desde o fim da guerra civil, há 17 anos. Nos combates de domingo, mais de 20 soldados e 20 militantes morreram, além de um número não confirmado de civis. O governo libanês acusou o Fatah al-Islam de tentar desestabilizar o país, enquanto o grupo alegou que o Exército provocou a violência. Os combates começaram após as forças de segurança libanesas terem realizado uma batida em um prédio em Trípoli à procura de suspeitos de um roubo a banco. Após terem resistido à voz de prisão, militantes do Fatah al-Islam atacaram postos do Exército na entrada do campo de refugiados, onde vivem 30 mil palestinos. O grupo supostamente teria ligações com a rede Al-Qaeda e com a inteligência síria. |
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