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Comitê aponta 'graves falhas' de premiê de Israel no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, foi acusado de fracassar seriamente ao lidar com a guerra no Líbano em um relatório do governo israelense divulgado nesta segunda-feira. O relatório afirma que Olmert foi "responsável pelo fato de os objetivos não terem sido estabelecidos claramente" e que o primeiro-ministro "falhou no exercício do julgamento quando lançou a guerra". De acordo com o documento, Olmert cometer uma "grave falha de julgamento, responsabilidade e cautela". Em sua primeira resposta às críticas, o primeiro-ministro israelense disse que os erros serão corrigidos. O relatório a respeito da guerra no Líbano também criticou o ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, por falhas no procedimento. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Dan Halutz, também foi criticado no documento. 'Estudo' Olmert afirmou que vai estudar os pontos do relatório divulgados até agora. "Vamos agir imediatamente para entender tudo que precisamos fazer para tirar nossas conclusões e para ter certeza de que, em qualquer cenário de um futuro risco para o Estado de Israel, as falhas apontadas serão corrigidas e não serão uma carga para o Estado de Israel", disse. "Estabelecemos que estas decisões e a maneira pela qual elas foram tomadas sofreram com as mais graves falhas. Colocamos a responsabilidade por estas falhas no primeiro-ministro, no ministro da Defesa e no ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas", disse Eliyahu Winograd, o juiz aposentado que liderou a investigação, em declarações publicadas pela agência de notícias AP. "Se algum deles tivesse agido de uma forma melhor, diferente, as decisões e a postura que foram adotadas no período em questão, além dos resultados da campanha, teriam sido diferentes e melhores", acrescentou. Comitê Winograd Informações do inquérito parcial do chamado Comitê Winograd, que avaliou os acontecimentos que levaram à guerra de julho e agosto de 2006 e os primeiros cinco dias do conflito, vazaram para a imprensa durante o fim de semana e anteciparam que o primeiro-ministro seria alvo de duras críticas. Os jornais especulam que Olmert, cuja popularidade junto ao público israelense já está bastante baixa, pode ter seus dias no governo contados após a publicação do relatório. A captura de dois soldados israelenses pelo grupo libanês Hezbollah, em julho de 2006, iniciou um violento conflito de 34 dias no sul do Líbano. Israel realizou uma grande ofensiva militar contra militantes do Hezbollah, destruiu grande parte da infra-estrutura libanesa e impôs um bloqueio aéreo e marítimo ao país vizinho. O Hezbollah, por sua vez, lançou milhares de morteiros em direção ao norte de Israel. Cerca de 1,2 mil libaneses e 160 israelenses foram mortos, e os dois lados afirmam ter saído vitoriosos do conflito. No meio de agosto, um cessar-fogo foi declarado e uma força de paz da ONU (Organização das Nações Unidas), que já existia no sul do Líbano, foi reforçada. Os dois soldados israelenses capturados permanecem em poder do Hezbollah. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Tropas de Israel e do Líbano trocam fogo na fronteira08 de fevereiro, 2007 | Notícias Líbano arrecada US$ 7,6 bi para reconstrução do país25 de janeiro, 2007 | Notícias Chefe militar de Israel renuncia devido à guerra no Líbano17 de janeiro, 2007 | Notícias Hezbollah confirma negociações com Israel01 de novembro, 2006 | Notícias Israel admite ter usado bombas de fósforo no Líbano22 de outubro, 2006 | Notícias Últimos soldados de Israel deixam o Líbano01 de outubro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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