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Líbano arrecada US$ 7,6 bi para reconstrução do país | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da França, Jacques Chirac, disse nesta quinta-feira que o Líbano arrecadou US$ 7,6 bilhões (quase R$ 17 bilhões) para a reconstrução do país numa conferência de doadores em Paris. Os recursos prometidos devem ajudar no pagamento de dívidas e na recuperação da infra-estrutura libanesa, que foi parcialmente destruída na guerra entre Israel e o grupo militante libanês Hezbollah em meados de 2006. "A generosidade dos amigos do Líbano permitiu arrecadar US$ 7,6 bilhões na forma de compromissos financeiros ou ajuda associada a projetos sociais. Os detalhes estão em processo de finalização pela secretaria da conferência e serão publicados", declarou o presidente francês. "Saúdo esta resposta rápida e substancial aportada pela comunidade internacional aos compromissos do governo libanês." O Líbano esperava conseguir US$ 9 bilhões na conferência. Contribuições A Arábia Saudita liderou as doações, contribuindo com cerca de US$ 1 bilhão, de acordo com a agência de notícias Reuters. Já os Estados Unidos prometeram US$ 770 milhões – grande parte em ajuda financeira, e não em empréstimos – a serem aprovados pelo Congresso americano. Instituições como o Fundo Monetário Árabe, o Banco Europeu de Desenvolvimento e o Banco Mundial (Bird) também contribuirão com grandes somas. Os prejuízos diretos com a guerra no Líbano chegam a US$ 2,4 bilhões, e os indiretos, a US$ 800 milhões, segundo números do presidente do Bird, Paul Wolfowitz, citados pela agência Associated Press. No ano passado, a economia do país caiu 6%. A situação é piorada pela dívida de cerca de US$ 40 bilhões referente à reconstrução do país após 15 anos de guerra civil entre 1975 e 1989. O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, agradeceu o "nível de apoio financeiro" anunciado na conferência, e prometeu trabalhar junto com instituições financeiras internacionais para "gerenciar os fundos da melhor maneira possível". Brasil O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que participa da conferência em Paris, disse que o Brasil vai doar US$ 1 milhão em programas de cooperação técnica, principalmente na área hospitalar. A contribuição do Brasil, único país da América Latina presente na conferência, será simbólica. "A participação financeira do Brasil nesta conferência é modesta, mas, simbolicamente, é importante", disse. Amorim não descarta que o Brasil possa vir a fazer novas doações ao Líbano. |
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