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Premiê do Líbano diz que não se intimidará com greve geral | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, disse que não vai se deixar intimidar pela greve geral que paralisou o país nesta terça-feira. Milhares de manifestantes foram às ruas de Beirute. A greve gerou uma escalada de violência que deixou pelo menos três mortos e 50 feridos. “Nós vamos permanecer unidos contra a intimidação. Nós vamos permanecer juntos contra a violência”, disse Sinioura em pronunciamento na televisão. A oposição, liderada pelo grupo militante islâmico Hezbollah, convocou a greve geral como parte de sua campanha para forçar a renúncia do governo liderado por Siniora. Nuvens de fumaça Em Beirute, segundo testemunhas, os manifestantes queimaram pneus e fizeram barricadas para bloquear as ruas e estradas e impedir qualquer um de ir ao trabalho. Líderes libaneses pró-Ocidente acusaram os grevistas de tentarem um golpe de Estado. Um manifestante disse ao correspondente da BBC em Beirute, Jim Muir, que apenas “os Estados Unidos e a Grã-Bretanha” querem que Siniora permaneça no cargo. “Podemos estar causando alguma poluição, mas é melhor agüentar isso por uns dias do que agüentar com a poluição deste governo”, disse o manifestante, que queimava pneus em uma das barricadas. Nuvens de fumaça dos pneus queimados formavam uma nuvem escura sobre Beirute, disseram testemunhas. A única via de acesso ao aeroporto de Beirute foi bloqueada, assim como as principais estradas ligando a capital a outras cidades. Há relatos, segundo o correspondente da BBC, de que alguns policiais e soldados estariam colaborando com a oposição. Também houve paralisações no sul do país, com população xiita na maioria, e no leste. No norte, há apoiadores e opositores do governo, tanto entre os cristãos como entre os muçulmanos. "O que está ocorrendo está longe de ser democrático", disse ao canal árabe Al Jazeera o líder cristão Samir Gaegea, que apóia Siniora. "Isso é puro terrorismo para paralisar o país", disse Gaegea. O governo já avisou que tropas poderão ser usadas para manter a ordem e pediu que as pessoas continuem indo para o trabalho normalmente. Os manifestantes afirmaram que vão manter os protestos até atingirem seus objetivos. Governo de unidade O Hezbollah quer a formação de um governo de unidade nacional no qual o grupo e seus aliados tenham uma fatia suficiente para garantir poder de veto e vem sitiando a sede do governo desde o dia 1º de dezembro. Segundo o correspondente da BBC, como até agora a estratégia não teve o efeito desejado, a oposição decidiu aumentar a pressão convocando esta greve geral. Muir afirma que a greve coloca o país em uma situação incerta e muito tensa. De acordo com Muir, a greve ocorre em um momento delicado para o governo, já que potenciais doadores esão em Paris nesta terça-feira para uma conferência com o objetivo de ajudar o Líbano a se recuperar do conflito com Israel no ano passado. |
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