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Atualizado às: 07 de dezembro, 2006 - 21h42 GMT (19h42 Brasília)
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Líder do Hezbollah pede mais pressão contra premiê libanês

O líder do grupo Hezbollah, Hassan Nasrallah
Hassan Nasrallah fez seu discurso na TV do Hezbollah
O líder do grupo Hezbollah, Hassan Nasrallah, conclamou nesta quinta-feira a oposição no Líbano a manter e intensificar os protestos contra o governo do país, aumentando a pressão até que o gabinete do primeiro-ministro Fuad Siniora renuncie.

"Digam a eles (ao governo) no domingo e em todos os dias depois que, se vocês acham que vamos nos render, vocês estão muito enganados", disse Nasrallah, se referindo a uma nova manifestação convocada pelos oposicionistas para o próximo fim de semana.

Centenas de militantes já haviam montado acampamento nas praças centrais de Beirute desde a última sexta-feira para pressionar o governo.

Mas a notícia de que Nasrallah iria discursar nesta quinta-feira, e o rumor - incorreto - de que o líder xiita viria pessoalmente a uma das praças, atraiu mais milhares de pessoas para as ruas.

Israel

Em seu discurso, transmitido ao vivo pela TV Al Manar (controlada pelo Hezbollah), o líder xiita também acusou grupos dentro do governo libanês de terem ajudado o governo israelense na guerra entre Israel e o Hezbollah em julho.

Ele também acusou membros do governo de terem dado indicações aos israelenses de onde o líder xiita estaria escondido, mas, em ambos os casos, Hassan Nasrallah não citou nomes.

Ao contrário do que esperavam alguns observadores, o líder do Hezbollah também não anunciou, em seu discurso, nenhuma nova estratégia de ação para os oposicionistas.

Nasrallah disse que o gabinete de Fuad Siniora está falido e que não faz nenhum sentido o governo buscar o apoio dos Estados Unidos.

"Quero dizer a este governo ilegítimo (de Siniora) que o apoio que vocês estão buscando dos Estados Unidos não é algo bom, porque eles não têm nada o que oferecer", afirmou o líder do Hezbollah.

"O presidente Bush é que está no meio de um desastre e precisa ser salvo", acrescentou, em uma referência à atuação americana no Oriente Médio e, em particular, no Iraque.

Árabes

O líder do Hezbollah também criticou os países árabes que decidiram apoiar o governo Siniora.

"Os árabes deveriam estender a mão a todos os libaneses e não tomar lados nesta crise", disse.

Nasrallah novamente não citou nomes, mas a declaração foi entendida como um recado para Jordânia, Arábia Saudita e Egito, que enviaram autoridades a Beirute para demontrar apoio a Fuad Siniora.

Nasrallah repetiu a exigência dos oposicionistas de ter pelo menos um terço do gabinete de governo libanês, o que seria suficiente para vetar quaisquer decisões do governo, e disse que está disposto a negociar dentro destas condições.

O governo de Fuad Siniora já deu indicações que aceitaria conceder mais ministérios aos grupos oposicionistas, mas não admite a hipótese de um sistema que permite que a oposição vete decisões da maioria.

Nasrallah disse que os libaneses já mostraram força "resistindo a 33 dias de bombardeio de Israel" e que não vão desistir agora.

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