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Oposicionista libanês quer ajuda do Brasil para resolver crise | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-ministro da Defesa libanês Abdul Rahim Mourad disse que quer ajuda do governo brasileiro para negociar o impasse político no Líbano. “Esperamos que o Brasil mande para cá o ministro das Relações Exteriores ou alguma outra alta autoridade que possa escutar os dois lados e, talvez, apresentar alguma proposta”, disse ele em entrevista à BBC Brasil. Mourad é também cidadão brasileiro – ele morou em São Paulo nos anos 60 – e diz que o Brasil estaria em boa posição para ajudar nas negociações porque tem amigos nos dois lados deste confronto. O ex-ministro não deixou claro, no entanto, como acredita que essa ajuda poderia ser feita em termos práticos. Mourad faz parte do grupo oposicionista que pede a renúncia do gabinete do primeiro-ministro Fouad Siniora, a instalação de um governo de unidade nacional, mudanças na lei eleitoral e novas eleições para o Parlamento e para a Presidência. “Não queremos que o Brasil fique de um lado ou de outro lado, mas sabemos que os brasileiros têm amigos em todos os partidos libaneses e que sempre tiveram uma posição de apoio aos árabes”, disse o ex-ministro. Propostas Mourad diz que seu grupo político não tem nenhum interesse em propostas que sejam trazidas pelos Estados Unidos ou pela França, os dois países ocidentais que mais têm se envolvido na crise libanesa. O ex-ministro pede uma participação mais ativa de três países árabes – Egito, Síria e Arábia Saudita – que, segundo ele, poderiam trazer propostas concretas mais aceitáveis por todas as partes envolvidas na crise. Mourad era ministro da Defesa do governo de Omar Karami, o gabinete anterior ao atual que foi obrigado a renunciar por conta das manifestações que se seguiram ao assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri. O grupo político de Mourad costuma ser classificado como pró-Síria e são eles que estão agora nas ruas pedindo a renúncia de um governo que eles consideram pró-Estados Unidos. “Não somos pró-Siria apenas, mas pró-árabes, enquanto eles (a situação) estão se aliando com os Estados Unidos, com a França e até, infelizmente, com Israel”, disse. Mourad já foi no passado também ministro da Educação e da Educação Profissional. Ele é muçulmano sunita, a facção que pelo tratado que define a divisão de poderes no Líbano sempre nomeia o primeiro-ministro do país. |
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