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Atualizado às: 01 de dezembro, 2006 - 14h52 GMT (12h52 Brasília)
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Milhares pedem renúncia de premiê libanês em Beirute
Soldados e policiais foram destacados para formar um cordão de segurança em volta dos prédios do governo.
Governo destacou soldados para proteger prédios do governo
Dezenas de milhares de pessoas participam nesta sexta-feira de uma manifestação no centro de Beirute, a capital do Líbano, para pedir a renúncia do primeiro-ministro do país, Fuoad Sinora, e de seu gabinete de governo.

O ato foi convocado pelo grupo militante xiita Hezbollah, que mobilizou suas forças de segurança para proteger a multidão, e por outros grupos de oposição ao premiê.

Os manifestantes se concentraram em torno do gabinete de Siniora horas antes de o protesto começar, carregando bandeiras libanesas e gritando slogans como "Queremos um governo limpo".

Grandes alto-falantes foram colocados nas duas principais praças transmitir hinos do Hezbollah e trechos do discurso de líderes do grupo xiiita e do líder cristão oposicionista, general Michel Aoun.

"Nós viemos a Beirute pedir a queda do governo que monopolizou o processo decisório e não fez nada por nós", disse à agência France Presse Tatiana Atieh, partidária de Aoun, que viajou do norte do Líbano à capital para participar da manifestação.

Soldados e policiais foram destacados para formar um cordão de segurança em volta dos prédios do governo em Beirute.

Além da presença de soldados no centro da capital libanesa, forças terrestres, com o apoio de tanques e veículos blindados, assumiram postos de segurança nas entradas da cidade.

"Golpe"

Siniora disse nesta sexta-feira que não será derrubado por protestos populares, argumentando que o seu governo é "legítimo e constitucional".

Apoiado por uma maioria parlamentar anti-Síria, o governo de Siniora foi enfraquecido pela renúncia de cinco ministros pró-Síria e pelo assassinato, há dez dias, do ministro Pierre Gemayel, contrário à influência de Damasco na política libanesa.

Os ministros renunciaram depois que o governo se recusou a dar mais espaço no governo ao Hezbollah e seus aliados.

Favorável à Síria, o presidente libanês, Emile Lahoud, disse que as renúncias tornaram o governo inconstitucional.

A oposição libanesa inclui o Hezbollah, o partido xiita Amal, a facção cristã liderada pelo ex-primeiro-ministro Michel Aoun e partidários do presidente Émile Lahoud, apoiado pela Síria.

Tribunal

O Hezbollah quer mais espaço no governo para ter poder de veto nas decisões do governo.

A oposição pró-Síria também condenou a decisão do governo de aprovar o plano de um tribunal internacional para julgar suspeitos dos assassinato do ex-premiê Rafiq Hariri, em 2005.

A Síria é acusada de estar por trás do crime, embora negue as alegações.

Um inquérito da ONU implicou autoridades sírias na morte de Hariri.

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