|
Milhares pedem renúncia de premiê libanês em Beirute | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhares de pessoas participam nesta sexta-feira de uma manifestação no centro de Beirute, a capital do Líbano, para pedir a renúncia do primeiro-ministro do país, Fuoad Sinora, e de seu gabinete de governo. O ato foi convocado pelo grupo militante xiita Hezbollah, que mobilizou suas forças de segurança para proteger a multidão, e por outros grupos de oposição ao premiê. Os manifestantes se concentraram em torno do gabinete de Siniora horas antes de o protesto começar, carregando bandeiras libanesas e gritando slogans como "Queremos um governo limpo". Grandes alto-falantes foram colocados nas duas principais praças transmitir hinos do Hezbollah e trechos do discurso de líderes do grupo xiiita e do líder cristão oposicionista, general Michel Aoun. "Nós viemos a Beirute pedir a queda do governo que monopolizou o processo decisório e não fez nada por nós", disse à agência France Presse Tatiana Atieh, partidária de Aoun, que viajou do norte do Líbano à capital para participar da manifestação. Soldados e policiais foram destacados para formar um cordão de segurança em volta dos prédios do governo em Beirute. Além da presença de soldados no centro da capital libanesa, forças terrestres, com o apoio de tanques e veículos blindados, assumiram postos de segurança nas entradas da cidade. "Golpe" Siniora disse nesta sexta-feira que não será derrubado por protestos populares, argumentando que o seu governo é "legítimo e constitucional". Apoiado por uma maioria parlamentar anti-Síria, o governo de Siniora foi enfraquecido pela renúncia de cinco ministros pró-Síria e pelo assassinato, há dez dias, do ministro Pierre Gemayel, contrário à influência de Damasco na política libanesa. Os ministros renunciaram depois que o governo se recusou a dar mais espaço no governo ao Hezbollah e seus aliados. Favorável à Síria, o presidente libanês, Emile Lahoud, disse que as renúncias tornaram o governo inconstitucional. A oposição libanesa inclui o Hezbollah, o partido xiita Amal, a facção cristã liderada pelo ex-primeiro-ministro Michel Aoun e partidários do presidente Émile Lahoud, apoiado pela Síria. Tribunal O Hezbollah quer mais espaço no governo para ter poder de veto nas decisões do governo. A oposição pró-Síria também condenou a decisão do governo de aprovar o plano de um tribunal internacional para julgar suspeitos dos assassinato do ex-premiê Rafiq Hariri, em 2005. A Síria é acusada de estar por trás do crime, embora negue as alegações. Um inquérito da ONU implicou autoridades sírias na morte de Hariri. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Jordânia alerta para risco de guerras civis no Oriente Médio27 de novembro, 2006 | Notícias Suspeitos da morte de Hariri devem ser julgados no Líbano25 de novembro, 2006 | Notícias Bolton diz que morte no Líbano 'pode anunciar golpe'25 de novembro, 2006 | Notícias Manifestações políticas marcam funeral de Gemayel24 de novembro, 2006 | Notícias Conselho da ONU ajudará a investigar assassinato no Líbano23 de novembro, 2006 | Notícias Assassinato intensifica crise política no Líbano22 de novembro, 2006 | Notícias Bush diz que ajudará Líbano contra Síria e Irã22 de novembro, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||