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Manifestações políticas marcam funeral de Gemayel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Opositores da influência síria no Líbano transformaram o funeral de Pierre Gemayel, o ministro cristão anti-Síria assassinado na terça-feira, em uma demonstração política de apoio ao governo libanês. O funeral atraiu uma multidão, que se concentrou no centro da capital libanesa carregando bandeiras e gritando slogans anti-Síria. Depois da missa, realizada na Catedral de São Jorge, em Beirute, centenas de milhares de pessoas ouviram discursos exaltados de líderes políticos, incluindo o pai do ministro morto, o ex-presidente libanês Amin Gemayel. Ele pediu o afastamento do presidente do Líbano, Emile Lahoud, que tem uma posição pró-Síria. Ministro da Indústria e importante líder cristão-maronita, Gemayel foi morto a tiros na terça-feira em seu carro numa área cristã da capital Beirute. Segundo correspondentes da BBC no Líbano, apesar de a Síria ter condenado o assassinato de Gemayel e negado qualquer envolvimento, muitos libaneses ainda acreditam que o governo de Damasco está por trás do crime. Segurança reforçada A segurança foi reforçada para o funeral. Soldados cercaram a catedral, onde o patriarca maronita, Nasrallah Sfeir, conduziu a cerimônia. Sfeir pediu que a população não tente vingar a morte de Gemayel. Enviados estrangeiros participaram da cerimônia. O corpo do político de 34 anos foi levado de seu vilarejo natal, Bikfaya, até a catedral em um cortejo acompanhado por dezenas de carros e ônibus levando manifestantes. Muitas das pessoas presentes levavam bandeiras do Líbano e do Partido Falange, de Gemayel. Gemayel foi enterrado em sua aldeia natal. Condolências O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem de condolências ao primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, manifestando "profunda consternação" com o assassinato. "O governo brasileiro espera que as lamentáveis circunstâncias da morte de Pierre Gemayel não comprometam as perspectivas de estabilidade e paz no Líbano, país com o qual o Brasil guarda laços históricos e fraternais", diz a mensagem. Gemayel foi o quinto político libanês anti-Síria assassinado em dois anos. Sua morte intensificou uma crise aguda no Líbano entre forças anti-Síria, que apóiam o governo de Siniora, e grupos pró-Síria, como o Hezbollah. Seis ministros pró-Síria renunciaram. Agora, a morte ou a renúncia de mais dois ministros seria suficiente para derrubar o governo de Siniora. Tribunal Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU concordou com o pedido do Líbano para que ajude nas investigações sobre o assassinato. Um dia antes, o Conselho já havia aprovado planos para a criação de um tribunal internacional para julgar os suspeitos pelo assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em fevereiro de 2005. Hariri também era um forte opositor da influência da Síria sobre o Líbano. Também na quarta-feira, o presidente americano, George W. Bush, prometeu ao primeiro-ministro do Líbano que ajudará o país a se defender do que chamou de "intromissões do Irã e da Síria". Em uma declaração divulgada nesta quinta-feira, a Síria voltou a condenar o assassinato de Gemayel e acusou pessoas (sem citar nomes) de estarem "explorando o crime para fins pessoais". Em 2005, com a intensa pressão internacional provocada pelo assassinato de Hariri, a Síria retirou suas tropas do Líbano depois de 29 anos de domínio militar e político sobre o país vizinho. |
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