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Atualizado às: 27 de novembro, 2006 - 09h29 GMT (07h29 Brasília)
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Jordânia alerta para risco de guerras civis no Oriente Médio
Rei Abdullah, da Jordânia
Abdullah: se o processo não começar logo, 'não haverá nada sobre o quê conversar'
O rei Abdullah, da Jordânia, advertiu que três guerras civis podem eclodir no Oriente Médio se a comunidade internacional não tomar medidas urgentes.

Falando na TV americana, eles disse que conflitos no Líbano, Iraque e territórios palestino podem ficar fora de controle.

"É possível que entremos em 2007 tendo três guerras civis nas nossas mãos", afirmou o rei em entrevista à emissora de televisão americana ABC.

"É hora de realmente darmos um firme passo à frente como parte da comunidade internacional e garantir que evitemos uma tremenda crise no Oriente Médio que, receio, pode ocorrer em 2007".

Nesta semana, o rei Abdullah recebe o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o primeiro-ministro do Iraque, Nouri Maliki, na capital de seu país, Aman, para conversações, em meio à escalada da violência no Iraque.

Palestinos x Israelenses

Apesar do cessar-fogo declarado na Faixa de Gaza, o rei Abdullah disse que a questão central na região continua sendo o conflito entre israelenses e palestinos.

"A Palestina é o centro", disse ele. "Está ligada à dimensão do que está acontecendo no Iraque."

"Está ligada ao que acontece no Líbano. Está ligada às questões em que nos encontramos com os sírios, Então, se você quiser fazer uma ampla (conversação) - ampla significa unir todas as partes na região."

As tensões no Líbano entre grupos contrários e favoráveis à Síria no Parlamento também aumentaram recentemente com a morte, na terça-feira, do ministro da Indústria, Pierre Gemayel.

O rei Abdullah disse que se um processo de paz regional não se desenvolver logo, "não haverá nada sobre o quê conversar".

Está aumentando a pressão sobre o governo Bush para incluir Irã e Síria nos esforços para ajudar a reduzir a violência no Iraque.

Na semana passada, a Síria restaurou seus laços diplomáticos com Bagdá após longo período de relações rompidas.

No domingo, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que seu governo está disposto a ajudar, se os Estados Unidos pararem de "intimidar" seu país, que rejeita alegações feitas por Washington de que estaria almejando o desenvolvimento de armas nucleares.

A violência no Iraque também será assunto de discussão na visita do presidente iraquiano, Jalal Talabani, ao Irã, nesta segunda-feira.

A viagem, marcada para o fim de semana, foi adiada por causa de um toque-de-recolher imposto depois de uma série de atentados suicidas com carros-bomba na capital iraquiana, Bagdá, na semana passada.

Os ataques, que mataram mais de 200 pessoas, foram os mais sangrentos desde a invasão liderada pelos Estados Unidos no país, em 2003.

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Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
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