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Israel promete ter 'paciência' para que trégua funcione | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Militantes palestinos lançaram mísseis em território israelense, horas depois de um cessar-fogo inesperado ter sido fechado entre os dois lados. Pelo menos três mísseis foram lançados. Um deles atingiu a cidade de Sderot sem causar vítimas ou estragos. O braço militar do Hamas e o Jihad Islâmico assumiram responsabilidade pelo ataque. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que Israel terá "paciência e moderação". O cessar-fogo entrou em vigor às 06h00 do horário local (02h00 em Brasília) neste domingo, depois que a Autoridade Palestina disse que os grupos iriam interromper os ataques e Israel concordou com a trégua. Os Estados Unidos elogiaram a decisão, dizendo que a medida representa um "passo positivo". Aviso Falando algumas horas depois do ataque palestino, o premiê israelense disse que Israel tem "força para mostrar paciência e moderação para que o cessar-fogo possa ser bem-sucedido". "Eu disse pessoalmente às forças de segurança que mostrem moderação", afirmou. O ministro da Defesa israelense, Amir Peretz, avisou que Israel irá retomar suas operações militares em Gaza se os ataques não forem interrompidos. O braço militar do Hamas disse que lançou os mísseis porque algumas tropas israelenses ainda estariam em Gaza, ao leste da cidade de Jabaliya, apesar de Israel dizer que havia retirado todas as tropas durante a noite. Um comunicado do Jihad Islâmico dizia que o grupo não iria concordar com um cessar-fogo enquanto Israel continuasse suas atividades militares na Cisjordânia. O correspondente da BBC em Gaza, Alan Johnston, disse que as violações do cessar-fogo foram condenadas pelo Hamas, que lidera o governo palestino, e que estão ocorrendo negociações com o braço militar do Hamas e com o Jihad Islâmico para que a trégua dê certo. Gaza O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, deu ordens para que as forças palestinas atuem na fronteira para assegurar o cessar-fogo. Abbas telefonou para o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, no sábado à noite para dizer que ele tinha o apoio de todas as facções palestinas para o cessar-fogo. A porta-voz de Olmert, Miri Eisin, disse à BBC que o premiê havia concordado que as forças israelenses não iniciariam nenhuma ofensiva. Logo depois que o acordo entrou em vigor, o Exército israelense confirmou que todas as suas tropas haviam deixado Gaza. O Exército de Israel retirou os assentamentos e suas bases militantes de Gaza no ano passado depois de 38 anos ocupando o território, mas os militares retomaram as operações depois que militantes capturaram um soldado israelense, Gilad Shalit, em junho. Grupos militantes palestinos têm lançado mísseis Qassam no território israelense todos os dias. Dois civis israelenses morreram nos últimos dez dias. Israel também tem realizado várias ofensivas por terra na Faixa de Gaza para evitar novos ataques a mísseis. Também tem ocorrido um bombardeamento pesado na região. Desde junho, os israelenses já mataram mais de 400 palestinos em Gaza. Cerca de metade era de civis. Três soldados israelenses morreram nas operações. Shalit não foi encontrado e não se sabe o que aconteceu com ele. |
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