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Árabes vão 'furar' embargo palestino em resposta a EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ministros do Exterior de países árabes disseram que vão romper o embargo ocidental aos territórios palestinos, depois que os Estados Unidos vetaram uma resolução condenando Israel por ataques ao norte de Gaza, nesta semana. Falando no Cairo após o encontro organizado para discutir o tema, o ministro do Exterior do Bahrein, Khalid Al-Khalifah, expressou “extremo descontentamento” com o veto americano à proposição do Catar no Conselho de Segurança da organização. O porta-voz do grupo disse que os ataques israelenses foram "um crime de guerra", e acrescentou que a atitude constitui "um gesto não-amistoso em relação aos povos e países árabes". Al-Khalifah instou a comunidade internacional a "levantar todas as medidas do embargo imposto aos palestinos". O texto, que censurava os ataques israelenses que deixaram 18 civis mortos em Gaza, não foi aprovado no Conselho de Segurança da ONU porque os Estados Unidos, os únicos a votarem contra a proposta no grupo de 15 membros, têm poder de veto no CS. A proposição não censurava os lançamentos de foguetes contra Israel por militantes palestinos. Dez países votaram a favor e quatro se abstiveram. Comoção Os ataques israelenses a civis palestinos na cidade de Beit Hanoun geraram comoção na população local, e nos países vizinhos. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu a intervenção da ONU e qualificou a operação como um "massacre". Israel disse que os ataques haviam sido um "erro". Segundo correspondentes, a tentativa de "furar" o embargo é uma mensagem clara à posição americana de defender Israel na situação. O embargo aos territórios palestinos foi decretado em janeiro, depois que o partido radical Hamas venceu as eleições na Autoridade Palestina. Israel, Estados Unidos e União Europeia consideram o Hamas uma organização terrorista. Membros do partido moderado do governo, o Fatah, tentam negociar um governo unitário para levantar o bloqueio. |
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