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Atualizado às: 09 de novembro, 2006 - 17h48 GMT (15h48 Brasília)
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Falha técnica matou 18 palestinos, diz premiê de Israel
Beit Hanoun, Faixa de Gaza
Mulher ora em velório de palestinos mortos por tanques israelenses
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse nesta quinta-feira que a morte de 18 palestinos em um ataque de forças israelenses a uma área civil na Faixa de Gaza foi resultado de uma “falha técnica da artilharia israelense”.

"Estou muito incomodado com este fato. Foi um caso particular, um erro. Certamente não é parte da política de Israel (para a região)", afirmou o premiê israelense. "Foi uma falha técnica, uma tragédia que todos lamentamos."

Em entrevista a uma rádio israelense, o ministro da Segurança Pública de Israel, Avi Dichter, confirmou que as mortes, ocorridas nesta quarta-feira, foram resultado de um "acidente operacional".

Em uma tentativa de acalmar os nervos após os ataques, Olmert se disse disposto a encontrar-se com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, para discutir a questão.

Na cidade palestina de Beit Hatoun, milhares de pessoas foram ao enterro das vítimas do ataque. As ruas da pequena cidade ao norte de Gaza foram palco de cenas carregadas de emoção.

Gritos e cânticos

Os caixões – a maior parte deles enrolada em bandeiras de grupos políticos – foram carregados pela multidão.

Os fiéis gritaram e entoaram cânticos contra Israel e contra os Estados Unidos, enquanto a procissão avançava pelas ruas. Muitos pediram vingança.

Centenas de pessoas se aglomeraram em frente à mesquita onde os corpos eram abençoados.

Muitos dos mortos eram da mesma família, e foram enterrados em um recém-aberto cemitério na periferia de Beit Hatoun.

Beit Hanoun, Faixa de Gaza
Multidão carrega caixão com corpo de criança morta em ataques

O sentimento de injustiça e rancor em relação ao Exército israelense alimenta o apoio popular de grupos armados como o Hamas e o Jihad Islâmico, disse o correspondente da BBC em Gaza Alan Johnston.

Vingança

Nesta quarta-feira, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu a intervenção da ONU no que chamou de "massacre".

Abdel Hakim Awad, porta-voz do Fatah – o mesmo partido de Abbas – disse que os moradores de Tel Aviv e de outras cidades israelenses não terão paz enquanto a população de Beit Hatoun estiver sofrendo.

Fora de Gaza, Israel foi alvo de críticas. O Conselho de Segurança da ONU deve tratar do assunto nesta quinta-feira.

A França e a Rússia alertaram para uma escalada das hostilidades entre palestinos e israelenses. Já a ministra britânica do Exterior, Margaret Beckett, considerou a ação israelense "difícil de justificar".

Nos Estados Unidos, a Casa Branca e o Departamento de Estado pediram calma aos palestinos, enquanto o presidente americano, George W. Bush, se disse triste pelas mortes.

Israel lançou a atual ofensiva na região de Beit Hanoun no mês passado, em um esforço para identificar pontos de lançamento de mísseis por grupos militantes anti-Israel.

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