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Atualizado às: 25 de novembro, 2006 - 15h55 GMT (13h55 Brasília)
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Dezenas morrem em mais violência no Iraque
Soldados iraquianos
Bagdá tem estado sob toque de recolher por dois dias
Militares americanos dizem ter matado 22 militantes durante novos episódios de violência no Iraque.

As forças americanas dizem que mataram dez insurgentes em uma operação no norte de Bagdá a um local onde bombas eram fabricadas e doze militantes que estavam em um comboio.

Na província de Diyala, ao nordeste de Bagdá, foram encontrados os corpos de 21 iraquianos civis.

O presidente Jalal Talabani cancelou uma viagem ao Irã, já que o aeroporto de Bagdá está fechado.

O toque de recolher imposto na Cidade Sadr deve ser suspenso na manhã de segunda-feira, quando também se espera que o aeroporto volte a funcionar.

Talabani iria se encontrar com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, para conversar sobre a segurança no Iraque.

O vice-presidente americano, Dick Cheney, chegou à capital saudita, Riad, para conversar com o rei Abdullah sobre a situação no Oriente Médio, principalmente no Iraque.

Munição

A polícia de Diyala diz que homens armados entraram nas casas de duas famílias xiitas, tiraram 21 homens de dentro e os mataram a tiros. Os corpos foram encontrados na manhã deste sábado.

Acredita-se que a vítima mais jovem era um garoto de 12 anos.

Na operação a uma suposta fábrica de bombas em Taji, as forças americanas dizem ter encontrado granadas, metralhadoras, bombas e outras armas para destruir aeronaves. As armas teriam sido destruídas durante um ataque aéreo.

Dez insurgentes morreram nesta operação. Um garoto também morreu e uma mulher grávida ficou ferida.

Em um outro incidente, as forças americanas afirmam ter matado 12 insurgentes que estavam em um comboio que ignorou os tiros de advertência dados pelos soldados.

Um dos mortos seria um homem acusado de fabricar carros-bomba.

Ataques

Nesta semana pelo menos 230 pessoas morreram em dois dias de violência em Bagdá.

Um dos ataques aconteceu em uma região árabe sunita de Bagdá, onde homens armados queimaram mesquitas e casas. Pelo menos 30 morreram.

O ataque seria em resposta às explosões de quinta-feira que mataram mais de 200 pessoas no distrito xiita Cidade Sadr, em Bagdá. O atentado múltiplo, que deixou também 250 feridos, foi o pior desde a invasão americana em 2003.

O correspondente da BBC em Bagdá, David Loyn, disse que há uma sensação de que a situação esteja mesmo se deteriorando no país.

Além da série de ataques, um importante grupo xiita leal ao clérico Moqtada al-Sadr ameaçou deixar o parlamento e o gabinete se o primeiro-ministro ir em frente com um encontro com o presidente americano, George W. Bush, previsto para a próxima semana.

A saída do grupo representaria um grande golpe para o já instável governo iraquiano.

Em um sermão na sexta-feira, Moqtada al-Sadr pediu pela união entre os muçulmanos, mas também exigiu que líderes religiosos da minoria sunita emitam um fatwa (decreto religioso) contra os integrantes da al-Qaeda.

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