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Atualizado às: 24 de novembro, 2006 - 18h01 GMT (16h01 Brasília)
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Ataques a templos sunitas deixam 31 mortos em Bagdá
Iraquianos acompanham cortejos funerais em Cidade Sadr
Centenas acompanharam cortejos funerais em Cidade Sadr
Pelo menos 31 pessoas morreram em ataques a mesquitas freqüentadas por sunitas de Bagdá nesta sexta-feira, um dia depois que atentados mataram pelo menos 200 vítimas na região do bairro de Cidade Sadr, de maioria xiita.

O pior ataque ocorreu logo após as preces matinais da sexta-feira, quando uma mesquita no bairro de Hurriya foi incendiada.

Uma granada explodiu dentro de uma segunda, e duas outras foram atacadas com tiros de rifle AK-47.

Enquanto isso, em vizinhanças xiitas, milhares de iraquianos foram às ruas para homenagear as vítimas dos ataques desta quinta-feira.

Homens, mulheres e crianças cantaram e oraram acompanhando cortejos fúnebres.

Veículos levando caixões para a cidade de Najaf, local sagrado para os xiitas a cerca de 160 km da capital, lideravam as manifestações.

Em uma demonstração de unidade, políticos xiitas, sunitas e curdos apareceram juntos em uma entrevista coletiva para pedir calma à população.

Abalo

Em pronunciamento na TV, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al-Maliki, condenou "práticas sectárias que visam destruir a unidade da nação".

Maliki se encontrará o presidente americano, George W. Bush, nos dias 29 e 30, na Jordânia, para discutir o tema da violência no Iraque.

Mas o Exército Mehdi, seguidor do clérigo radical xiita Moqtada Al-Sadr, ameaçou deixar o governo se o encontro acontecer – uma decisão capaz de abalar um governo já instável, segundo o correspondente da BBC em Bagdá, Andy Gallacher.

Iraquianos demonstraram tristeza e raiva durante enterro

Ao menos 250 pessoas ficaram feridas nos ataques ao bairro xiita de Cidade Sadr, na quinta-feira.

Em questão de minutos, houve uma série de explosões a bomba, ao menos três delas supostamente por meio de ataques suicidas, e uma série de explosões de morteiros.

Na manhã seguinte, as ruas da maior parte de Bagdá amanheceram vazias. Um novo ataque com carro-bomba, na cidade de Tal Afar, a 420 quilômetros a noroeste da capital, deixou pelo menos 22 mortos e 26 feridos, segundo a polícia.

À exceção dos iraquianos que participaram dos funerais, os 7 milhões de habitantes de Bagdá ficaram em suas casas.

O aeroporto e o porto marítimo de Basra, ao sul do país, também foram fechados.

"Contenção"

O principal clérigo xiita do país, o aiatolá Ali Al-Sistani, pediu à população para "não reagir ilegalmente" e "demonstrar contenção e calma".

Em Washington, uma porta-voz da Casa Branca disse que os Estados Unidos condenam "tais atos de violência sem sentido que visam claramente prejudicar as esperanças do povo iraquiano por um Iraque pacífico e estável".

Habitada majoritariamente por muçulmanos xiitas e pobres, Cidade Sadr tornou-se nos últimos meses alvo freqüente de ataques, principalmente de insurgentes sunitas.

A violência entre xiitas e sunitas no Iraque vem piorando desde que uma mesquita xiita foi bombardeada em Samarra, em fevereiro deste ano.

Moradores de Bagdá têm imagem refletida em poça de sangue no bairro de Cidade SadrAnálise
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