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O dilema sem solução da segurança no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A proporção e a ferocidade dos ataques desta quinta-feira no bairro Cidade Sadr, em Bagdá, somam-se à ladainha diária de violência em um país onde as estatísticas de assassinatos e ações violentas parecem quebrar novos recordes em intervalos perturbadoramente regulares. Esses ataques ocorrem no momento em que Organização das Nações Unidas (ONU) anuncia que, conforme seus cálculos, mais civis iraquianos (3.709 pessoas) foram mortos em outubro do que em qualquer outro mês desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em março de 2003. Os últimos eventos chamam a atenção para a realidade nas ruas do país, que corre o risco de ser esquecida em meio a toda a discussão do grupo de estudos sobre o Iraque e outros esforços dos Estados Unidos para reformar a política americana na região. Os ataques vão oferecer munição para aqueles que argumentam que não há boas opções disponíveis. Mas também irão, paradoxalmente, dar algum peso ao argumento de que uma rápida retirada americana não é a solução. Mais tropas A maioria dos especialistas acredita que a resposta imediata a qualquer redução significativa da presença militar americana seria uma nova onda de violência. Foi isso que ocorreu em Falluja e Mosul em 2004, e em Bagdá no início deste ano. É por isso que, em meio à discussão sobre estratégias de retirada, muitos se perguntam se, no curto prazo, não serão necessárias mais tropas americanas. Essa alternativa - de pelo menos tentar trazer ordem e estabilidade para a capital iraquiana - é uma das idéias em jogo. No entanto, como demonstram os eventos desta quinta-feira, mesmo a área de Cidade Sadr, dominada por milícias xiitas, permanece altamente vulnerável a ataques. Grandes números de tropas americanas adicionais, mesmo num futuro próximo, podem não ser capazes de fazer muito mais do que simplesmente mudar o foco da violência. Então, em meio ao caos, será que há uma saída diplomática? Mudança Este final de semana será agitado por encontros. O vice-presidente americano, Dick Cheney, deverá ir à Arábia Saudita. O presidente do Iraque, Jalal Talabani, vai participar de uma cúpula em Teerã com seu colega iraniano, na qual acredita-se que o presidente da Síria, Bashar Al-Assad, também estará presente. Os ares são de mudança, e as principais forças regionais estão se preparando para conseguir as melhores posições. Mas, como o assassinato do líder cristão libanês Pierre Gemayel demonstra claramente, os problemas da região são complexos e interligados. Muitos já estão acusando a Síria de ser responsável pelo assassinato. Os sírios, obviamente, negam qualquer envolvimento, apesar de muitos analistas libaneses acreditarem que as conseqüências da morte de Gemayel servem amplamente aos interesses da Síria. Alguns especialistas argumentam que Washington deve incluir a Síria e o Irã para que haja uma chance de estabilidade duradoura no Iraque. Mas Damasco e Teerã têm seus próprios interesses em mente e talvez desejem estabelecer um preço diplomático, digamos no Líbano, que Washington não quer pagar. |
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