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Atualizado às: 20 de novembro, 2006 - 18h48 GMT (16h48 Brasília)
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Irã propõe cúpula com Síria e Iraque sobre violência
Iraquianos observam estragos em local de ataque em Bagdá
Ataques no Iraque aumentam pressão pelo fim da violência
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, convidou o presidente iraquiano, Jalal Talabani, para uma cúpula trilateral, com participação da Síria, sobre a violência no Iraque.

O governo iraquiano anunciou que Talabani aceitou o convite e viajará ao Irã no sábado para um encontro com o presidente iraniano.

A proposta iraniana foi anunciada nesta segunda-feira, durante a visita do ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallim, ao Iraque. Muallim é a maior autoridade síria a viajar ao país desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, disse a Muallim que não estava preparado para deixar seu país se envolver com as diferenças entre a Síria e os Estados Unidos.

"(A Síria) deveria resolver essas diferenças, mas não às nossas custas", disse Maliki em uma entrevista coletiva, com a presença de Muallim.

O ministro sírio disse que o governo de seu país quer ser parceiro do Iraque para aumentar a segurança e a cooperação política na região.

Fronteira

Os Estados Unidos têm acusado a Síria de não fazer o suficiente para prevenir que rebeldes atravessem a sua fronteira com o Iraque para contrabandear armas.

No domingo, o ministro das Relações Exteriores da Síria pediu que a unidade do Iraque seja mantida, e pressionou por um cronograma de retirada das tropas estrangeiras.

Nesta segunda-feira, um atirador atacou um comboio de Hakim Zamili, um assistente do Ministério da Saúde iraquiano, um dia após uma emboscada em que outro assistente foi seqüestrado.

"Nós, assistentes do Ministério da Saúde, viramos alvos", disse Zamili. Dois dos guarda-costas de Zamili foram mortos no ataque, que ocorreu em Al-Fadil, um distrito central de Bagdá.

Relatos indicam que mais de cem pessoas morreram no Iraque nas últimas 24 horas, aumentando a pressão sobre o governo para que resolva o problema da violência sectária.

Ammar al-Saffar, assistente do Ministério da Saúde seqüestrado no domingo, no distrito sunita de Adhamiya, permanece desaparecido.

O Ministério da Saúde é dirigido por um grupo ligado ao clérigo xiita Moqtada Sadr, cuja milícia Exército Mehdi é acusada de estar envolvida nos ataques contra as comunidades sunitas do Iraque.

Também nesta segunda-feira, o Exército americano confirmou que dois oficiais foram mortos: um na província de Anbar, no oeste do país, e outro em um ataque com bomba em uma estrada de Bagdá.

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