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Série de ataques mata pelo menos 130 pessoas em Bagdá | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 130 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas em uma série de ataques nesta quinta-feira com carros-bomba e explosões de morteiros no bairro xiita de Cidade Sadr, em Bagdá, segundo fontes do setor de segurança. Os detalhes ainda não foram esclarecidos. Esta seria uma das ondas de ataques mais devastadoras no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em março de 2003. Em um incidente, um carro explodiu em um mercado de alimentos que é um alvo regular de ataques principalmente de insurgentes sunitas. Na primeira explosão, por volta de 15h no horário local, um carro explodiu no mercado de alimentos de Jamila (na região de Cidade Sadr), onde testemunhas afirmaram a jornalistas que o chão ficou coberto de corpos queimados e carne humana. Esta explosão foi seguida por outras duas com intervalos de 15 minutos entre elas, segundo o correspondente da BBC em Bagdá David Loyn. Ministério Mais cedo, o Ministério da Saúde do Iraque foi atacado por homens armados que trocaram tiros com tropas do governo. De acordo com relatos vindos da capital iraquiana, o prédio do ministério teria sido atingido por morteiros e tiros de metralhadora, depois que os agressores cercaram o edifício. Ainda não há notícias de mortos nos confrontos, mas segundo a agência de notícias Reuters, o vice-ministro da Saúde, Hasan Zamili, teria pedido a pronta ação das autoridades, mas os comandantes teriam demorado para responder. Zamili sofreu um atentado nesta semana, onde dois de seus guarda-costas morreram. “Terroristas estão atacando o edifício com morteiros, metralhadoras e podemos ver franco-atiradores. Qualquer funcionário que tentar deixar o prédio será morto”, descreveu Zamili quando ainda estava preso no prédio. Os homens armados teriam fugido quando tropas iraquianas e helicópteros americanos chegaram ao local, conforme relatou à agência France Presse o porta-voz do ministério, Qassim Yehyah. O Ministério da Saúde iraquiano é controlado por xiitas e o confronto teria durado cerca de três horas, ainda segundo a France Presse. Este é o segundo ataque a prédios do governo iraquiano nos últimos dias. Na semana passada, dezenas de funcionários públicos foram levados do Ministério da Educação por insurgentes. |
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