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Policiais são presos após seqüestro em massa em Bagdá | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cinco policiais foram presos nesta terça-feira em Bagdá durante as investigações do seqüestro em massa de dezenas de homens em um instituto de pesquisa do Ministério da Educação Superior no Iraque. Além das prisões anunciadas pelo Ministério do Interior, forças de segurança iraquianas afirmam ter cercado as áreas de Bagdá onde os seqüestradores estariam mantendo os reféns. Entre os policiais presos está o chefe de polícia da região de Karrada, onde ocorreu o seqüestro em massa. As estimativas iniciais indicavam que mais de cem pessoas foram seqüestradas no ataque ao ministério, mas o número foi revisado para cerca de 50 reféns, e um porta-voz do governo iraquiano afirmou que pelo menos 20 já foram libertados. Os seqüestradores, que estavam vestidos com uniformes militares, estavam em caminhonetes quando invadiram a Diretoria de Pesquisa do ministério, no centro de Bagdá. Armados, os seqüestradores mandaram as mulheres para uma sala e levaram como reféns os homens, incluindo funcionários, guardas e visitantes do prédio. Testemunhas afirmam que os seqüestradores fecharam ruas em volta do instituto e foram embora com os reféns algemados. Alvos Acadêmicos e pesquisadores freqüentemente são alvos de violência no Iraque. Segundo correspondentes, vários iraquianos acreditam que seqüestros em massa como este são cometidos por membros das forças de segurança, dominadas por xiitas, ou ocorrem com a conivência destas. O chefe do Comitê Parlamentar de Educação, Alaa Makki, disse que xiitas e sunitas estão entre os reféns. Mas um funcionário público que estava no prédio invadido disse que os atiradores enfileiraram os homens no estacionamento para checar suas carteiras de identidade. "Eles pegaram apenas os empregados sunitas. Pegaram até o funcionário que servia o chá", disse a testemunha à agência de notícias Reuters. Makki interrompeu uma sessão parlamentar transmitida pela televisão com a notícia do seqüestro e pediu que o primeiro-ministro e os ministros do Interior e da Defesa respondam rapidamente ao que ele chamou de catástrofe nacional. O ministro da Educação Superior, Abd Dhiab, é membro do principal bloco político árabe sunita no Iraque. Após o seqüestro em massa, Dhiab ordenou que todas as universidades de Bagdá permaneçam fechadas até que a segurança seja reforçada. Carro-bomba Em outro incidente ocorrido em Bagdá nesta terça-feira, um carro-bomba explodiu em uma movimentada área de comércio da cidade. De acordo com autoridades iraquianas, dez pessoas foram mortas e outras 25 ficaram feridas. A explosão, perto do Banco Central iraquiano, deixou uma grande nuvem de fumaça que podia ser observada sobre a cidade. O local do ataque é conhecido como um dos principais centros de compras de Bagdá e tem sido um alvo freqüente de atentados. |
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