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Atualizado às: 15 de novembro, 2006 - 01h28 GMT (23h28 Brasília)
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Polícia iraquiana liberta reféns mantidos em Bagdá
Policial iraquiano
Os reféns foram libertados em diversas operações separadas
Forças de segurança em Bagdá conseguiram libertar todos os reféns que eram mantidos por seqüestradores desde a manhã de terça-feira, conforme informações de funcionários do governo iraquiano. A libertação ocorreu por volta da meia-noite (19h em Brasília).

Segundo o conselheiro de segurança presidencial, Wafiq al-Sammarai, os reféns foram libertados em diversas operações separadas realizadas pela polícia iraquiana em Bagdá.

Estima-se que cerca de 40 pessoas tenham sido mantidas pelos seqüestradores armados, que invadiram um instituto de pesquisa do Ministério da Educação Superior no Iraque. As estimativas iniciais indicavam que mais de cem pessoas haviam sido seqüestradas, mas o número foi revisado posteriormente.

Segundo um porta-voz do governo iraquiano, pelo menos 20 pessoas já haviam sido libertadas antes do anoitecer.

Cinco policiais foram presos durante as investigações por suspeita de envolvimento no seqüestro em massa e foram interrogados pelo ministro do Interior. Entre eles estava o chefe de polícia da região de Karrada, onde ocorreu o seqüestro em massa.

Uniformes

Os seqüestradores, que vestiam uniformes similares aos usados pela polícia iraquiana, estavam em caminhonetes quando invadiram a Diretoria de Pesquisa do ministério, no centro de Bagdá.

Armados, os seqüestradores mandaram as mulheres para uma sala e levaram como reféns os homens, incluindo funcionários, guardas e visitantes do prédio.

Testemunhas afirmam que os seqüestradores fecharam ruas em volta do instituto e foram embora com os reféns algemados.

Alguns dos reféns libertados no primeiro grupo afirmaram que não foram levados para muito longe e que provavelmente não saíram de Bagdá.

Alvos

Bagdá sofre com a violência sectária entre sunitas e xiitas. Acredita-se que os chamados "esquadrões da morte" tenham ligação com membros do governo xiita.

Acadêmicos e pesquisadores freqüentemente são alvos de violência no Iraque.

Segundo correspondentes, vários iraquianos acreditam que seqüestros em massa como este são cometidos por membros das forças de segurança, dominadas por xiitas, ou ocorrem com a conivência destas.

Um funcionário público que estava no prédio invadido disse que os atiradores enfileiraram os homens no estacionamento para checar suas carteiras de identidade.

"Eles pegaram apenas os empregados sunitas. Pegaram até o funcionário que servia o chá", disse a testemunha à agência de notícias Reuters.

O ministro da Educação Superior, Abd Dhiab, é membro do principal bloco político árabe sunita no Iraque.

Após o seqüestro em massa, Dhiab ordenou que todas as universidades de Bagdá permanecesseam fechadas até que a segurança seja reforçada.

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, disse que os seqüestros fazem parte dos conflitos entre grupos ligados a diferentes facções políticas.

"O que está acontecendo não é terrorismo, mas o resultado de discordâncias e conflitos entre milícias deste ou daquele lado", disse o primeiro-ministro, segundo a agência de notícias Associated Press.

Carro-bomba

Em outro incidente ocorrido em Bagdá nesta terça-feira, um carro-bomba explodiu em uma movimentada área de comércio da cidade.

De acordo com autoridades iraquianas, dez pessoas foram mortas e outras 25 ficaram feridas.

A explosão, perto do Banco Central iraquiano, deixou uma grande nuvem de fumaça que podia ser observada sobre a cidade.

O local do ataque é conhecido como um dos principais centros de compras de Bagdá e tem sido um alvo freqüente de atentados.

Ataques americanos também mataram seis pessoas em uma área xiita no leste de Bagdá e outras 30 pessoas na região sunita de Ramadi.

A polícia encontrou 11 corpos com marcas de tiros em Mosul, e 10 vítimas de seqüestro foram encontradas mortas em Baquba.

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