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Atualizado às: 24 de novembro, 2006 - 09h49 GMT (07h49 Brasília)
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Total de mortos em Bagdá chega a mais de 200
Iraquianos acompanham cortejos funerais em Cidade Sadr
Centenas acompanharam cortejos funerais em Cidade Sadr
A polícia iraquiana afirmou nesta sexta-feira que o número de mortes nos ataques a bomba e morteiros na véspera em Bagdá já passa de 200.

Além disso, ao menos 250 pessoas ficaram feridas na mais mortífera onda de ataques em Bagdá desde a invasão militar liderada pelos Estados Unidos, em 2003.

Um toque de recolher por tempo indeterminado foi imposto na capital na noite de quinta-feira como resposta aos ataques, no bairro xiita de Cidade Sadr.

Nesta sexta-feira, um novo ataque com carro-bomba, na cidade de Tal Afar, a 420 quilômetros a noroeste da capital, deixou pelo menos 22 mortos e 26 feridos, segundo a polícia.

As ruas da maior parte da capital amanheceram vazias nesta sexta-feira. Apenas em Cidade Sadr havia movimentação nas ruas, com centenas de pessoas acompanhando os cortejos fúnebres das vítimas dos atentados.

Muitos acompanhavam à pé veículos que levavam os caixões até a cidade sagrada de Najaf, onde os corpos seriam enterrados. Policiais foram deslocados para proteger os cortejos.

"Práticas sectárias"

O aeroporto da capital foi fechado, e o primeiro-ministro Nouri Maliki pediu calma à população.

“Nós condenamos as práticas sectárias que visam destruir a unidade da nação”, disse Maliki num pronunciamento à TV.

Alguns episódios de violência em áreas sunitas foram registrados em resposta aos ataques.

Mas em uma demonstração de unidade, políticos xiitas, sunitas e curdos apareceram juntos em uma entrevista coletiva para pedir calma.

O toque de recolher por tempo indeterminado foi imposto na noite de quinta-feira.

Segundo as autoridades, os 7 milhões de habitantes de Bagdá e todos os veículos devem permanecer fora das ruas da cidade até segunda ordem.

O aeroporto e o porto marítimo de Basra, ao sul do país, também foram fechados.

"Auto-controle"

Carro-bomba que explodiu em Cidade Sadr
Cidade Sadr é habitada principalmente por xiitas pobres
O principal clérigo xiita do país, o aiatolá Ali al-Sistani, pediu à população para não reagir com ilegalidades e para manter “o auto-controle e a calma”.

Em Washington, uma porta-voz da Casa Branca disse que os Estados Unidos condenam “tais atos de violência sem sentido que visam claramente prejudicar as esperanças do povo iraquiano por um Iraque pacífico e estável”.

A ministra das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Margaret Beckett, também condenou os ataques “bárbaros”, dizendo que tais ações “mostram o quão pouco os terroristas têm a oferecer ao povo iraquiano e a importância de promover a reconciliação nacional”.

As explosões na quinta-feira levaram pânico às ruas de Cidade Sadr. Em questão de minutos, houve uma série de explosões a bomba, ao menos três delas supostamente por meio de ataques suicidas, e uma série de explosões de morteiros.

Habitada majoritariamente por muçulmanos xiitas e pobres, Cidade Sadr tornou-se nos últimos meses alvo freqüente de ataques, principalmente de insurgentes sunitas.

A violência entre xiitas e sunitas no Iraque vem piorando desde que uma mesquita xiita foi bombardeada em Samarra, em fevereiro deste ano.

Alguns moradores voltaram sua revolta contra o primeiro-ministro, ele mesmo um xiita acusado de não conseguir controlar a violência contra o grupo, que é majoritário no Iraque.

Maliki fez um pronunciamento de TV, responsabilizando radicais sunitas e seguidores do ex-presidente Saddam Hussein pelos ataques.

Maliki tem um encontro previsto com o presidente americano, George W. Bush, na semana que vem em Amã, na Jordânia.

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