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Suspeitos da morte de Hariri devem ser julgados no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O gabinete libanês aprovou a proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) para o julgamento dos acusados pelo assassinato do assassinato do ex-premiê Rafiq Hariri, ocorrido no ano passado. A reunião foi boicotada pelos membros da oposição, contrária ao governo pró-Ocidente, liderado pelo primeiro-ministro, Fouad Siniora. A aprovação do projeto deve ser encarada como uma provocação à oposição xiita e há temores de que a violência entre grupos rivais se acentue, já que a tensão é grande depois da morte do ministro Pierre Gemayel, na última terça-feira – o sexto político a ser assassinado no Líbano nos últimos dois anos. “O gabinete aprovou o esboço de projeto para a criação de um tribunal especial internacional no Líbano”, afirmou o ministro da Informação, Ghazi Aridi, dizendo que o texto agora seria encaminhado ao Parlamento “para ser votado como um projeto de lei”. Hezbollah A oposição, que é liderada pelo partido Hezbollah, argumenta que o atual governo está tomando uma medida inconstitucional e que o boicote é uma tentativa de lutar por uma maior representatividade, e promete protestos para pressionar por um governo de união nacional. Tecnicamente, Siniora precisa do apoio do presidente do Parlamento, Nabih Berri, que não compareceu à sessão de hoje. Berri é do partido Amal, aliado ao Hezbollah e cinco dos seis ministros que renunciaram nas últimas semanas, em protesto contra o governo de Fouad Siniora. Segundo Berri, a reunião foi irregular porque segundo a constituição, seria necessária a autorização do presidente libanês, Emile Lahoud. Membros do governo de Fouad Siniora dizem que a Síria está por trás das manobras para impedir a formação do tribunal porque investigações prévias da ONU ligam o assassinato de Hariri a altos escalões do governo sírio. |
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