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Milhares participam de protesto do Hezbollah | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas participam de uma manifestação na capital do Líbano, Beirute, neste domingo, pedindo a saída do o governo do país. O enorme protesto, convocado pelo grupo Hezbollah e seus aliados pró-Síria, acontece no décimo dia de manifestações contra o governo, que é alinhado ao Ocidente. Milhares de soldados e policiais foram posicionados na cidade. Há também uma forte presença de agentes de segurança do Hezbollah, de acordo com a correspondente da BBC em Beirute, Kim Ghattas. "Nós vamos ficar aqui por dias, semanas, meses. O que for necessário para derrubar o governo", disse o manifestante Nader Hafez, à agência de notícias Reuters. Oposição A oposição diz que o governo, que é alinhado com o Ocidente, não representa mais a população libanesa, depois que seis ministros pró-Síria renunciaram no mês passado. O governo é acusado também de ser fraco e corrupto. O Hezbollah exige maior participação no gabinete, para ter o poder de veto nas decisões do governo. O primeiro-ministro, Fouad Siniora, disse que vai enfrentar com firmeza o que chamou de tentativa de golpe contra seu governo. O atual gabinete subiu ao poder no ano passado, nas primeiras eleições desde a retirada das tropas sírias que estavam no país desde a guerra civil, em 1976. A Síria foi forçada a sair do Líbano depois que o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafiq Hariri, em fevereiro de 2005, gerou enormes protestos e pressão internacional. Uma investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) implicou várias autoridades sírias na morte, apesar de a Síria negar qualquer envolvimento. O governo libanês também acusa o país vizinho de ter mandato matar o ministro anti-Síria, Pierre Gemayel, no dia 21 de novembro. |
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